domingo, 28 de outubro de 2012

Torpor




Um lugar completamente diferente. 
As sombras pintam, bordam, deixam tudo ao redor em penumbras. 
Aspecto rústico. 
Moderno fundido. 
Um eu confundido. 
E mais uma vez armas levantadas, aspectos ferinos e feridos. 
Horas vagas e perdidas, lançadas num lugar que simplesmente não existe aos olhos de quem procura ver, pois está além dos sentidos humanos.
Vozes vagando, rebatendo nas paredes.
Seria um sonho? Uma realidade? Uma aluçinação?Torpor?
E a bebida mortal é oferecida, veneno seu nome. E vende.
Espaços perdidos, mas há saída. Sempre há!
E a guerra começa, talvez nunca tenha terminado.
Por que ouve-se os estrondos e as correntes nos corredores.
Revoltados!!! Não ficarão calados quando até suas almas estiverem perdidas.
Liberdade é conquista e não prato ganho.

Cristina Lira