domingo, 28 de outubro de 2012

Torpor




Um lugar completamente diferente. 
As sombras pintam, bordam, deixam tudo ao redor em penumbras. 
Aspecto rústico. 
Moderno fundido. 
Um eu confundido. 
E mais uma vez armas levantadas, aspectos ferinos e feridos. 
Horas vagas e perdidas, lançadas num lugar que simplesmente não existe aos olhos de quem procura ver, pois está além dos sentidos humanos.
Vozes vagando, rebatendo nas paredes.
Seria um sonho? Uma realidade? Uma aluçinação?Torpor?
E a bebida mortal é oferecida, veneno seu nome. E vende.
Espaços perdidos, mas há saída. Sempre há!
E a guerra começa, talvez nunca tenha terminado.
Por que ouve-se os estrondos e as correntes nos corredores.
Revoltados!!! Não ficarão calados quando até suas almas estiverem perdidas.
Liberdade é conquista e não prato ganho.

Cristina Lira


quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Se puder fique um pouco mais...


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Se puder ficar, fique um pouco mais
É sua companhia quem me traz paz
Se puder dançar essa canção comigo
Num abraço me ofereça abrigo

Não vá agora, se puder, nunca se vá
Fica, vamos conversar
E quem sabe, de repente aconteça
Algo que pra sempre permaneça

Quando você chegou trouxe um mundo novo
E na forma de sonhar veio o renovo
E para você se modificou meu gostar
Que de simples querer passou a te amar...

Cristina Lira



Companhia

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Sozinha por um bom tempo, por longos momentos...
A própria companhia leva a reflexão
Sua ignorância,
Leva a falta de entendimento do eu
Tranquilamente...observando
Silenciosamente...analisando
Entendendo meu encontro comigo e com os outros.

Cristina Lira



quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Viagem

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A vida é uma viagem rápida e sem volta
Dela, nada se leva
E amor, é tudo que se pode deixar.
Amar, é tudo que se pode fazer
Antes que a viagem termine.

Cristina Lira

 

terça-feira, 16 de outubro de 2012

Preciso de ar

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Paredes dispersas a minha frente
Um canto nesse chão, tudo que tenho
Ar pra respirar preciso
Pra minha matéria, pra minha alma
Penumbras lançadas a face
Encolhida ao som da brisa dessa noite
As mesmas sensações
De que o céu se derrama e lava e leva
Estrelas contidas em mim
Algumas reluzem, outras já se apagaram anos atrás
Mas estou tentando mais uma vez
Não deixar o escurecer-se total


Cristina Lira




Minhas fortalezas



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Sou feita de lágrimas e sorrisos
Um misto de tudo isso,
Intenso de tudo.
E já se foi tanto meu mundo
Despedaçado por outros
Fortaleza minha que permiti
Que ficassem a vontade
E sem perceber
Trouxe tropa inimiga para dentro da área
Mundo em ruínas
Devastado...entrega ao solene vazio
E se desfaz, aos pouquinhos
Não sei viver sozinha
Apenas comigo
E ofereço abrigo
A quem fica por hora
Depois bate a porta
E esquece de dizer, obrigado!
Não que mereça agrado
Mas o mundo...todo instante...foi meu.

Cristina Lira




segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Levo meu sorriso comigo



Imagem retirada de Google imagem


Estou me despedindo
Mas vou levando meu sorriso comigo
Coração que um dia foi ferido, vai leve, muito leve...
Todo alegre e com um imenso renovo

Cristina Lira



domingo, 14 de outubro de 2012

Primavera no caminho

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E quanto a mim
Se partisse hoje
Gostaria de me misturar a primavera
Rompendo o ciclo desse meu outono....




Cristina Lira

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Câncer na humanidade

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A vida é mesmo este imenso espetáculo de desafios.
Uma corrida enfadonha.
As vezes um beco sem saída...mas uma carta na manga.
Todos os dias somos postos a prova, todos os dias nossa capacidade é avaliada.
Nos deparamos com vários tipos de personalidades.
Personalidades corruptas, que se vendem, que compram, que desonram.
Personalidade que amordaçam aqueles que, infelizmente, não tem conhecimento de causa, aqueles que se sentem na necessidade de se submeterem, pois sua vida estaria comprometida caso agisse de forma diferente.
Pessoas egoistas.
Pessoas amargas.
Pessoas que são como câncer na sociedade.
Pessoas que só notam a si próprias, como se o mundo fosse um gigantesco espelho preparado apenas para elas.
Pessoas individualistas.
Pessoas sanguinárias.
Pessoas doentias.
Pessoas pobres de espírito.
Todos os dias... as encaramos.
Todos os dias... elas estão a solta... tentando remover tudo e todos que se postem em seus caminhos.
Pessoas que necessitam de amor.
Pessoas que se recusam a amar.
Pessoas que culpam outras pessoas pelo que são.
Pessoas que só se justificam.
Pessoas que não querem ser... parte de um conjunto.
............................................... dignidade abalada.
............................................... horas feridas.
................................................ gente enxergando demais o próprio umbigo.
................................................ e ainda sorriem... debocham...do pobre marginalizado.

Cristina Lira



" Memórias...não são só memórias..."



Resolução maior

M. Erb Photography - Imagem em Google Imagens

Existem momentos onde passamos e ninguém nos vê. 
Como se andássemos num deserto, sozinhos. 
Ou quem sabe seja o contrário, de tão distraídos não observamos o mundo acontecer a nossa volta, muito menos observamos nossos passos.
Passamos...sozinhos...estranhos.

Até que algo acontece e nos surpreende.
Seja a paisagem a nossa volta.
Uma palavra que nos chama a atenção no meio de tantas outras.
Um sentimento diferente que nos toma.
O desejo de uma mudança.

Quando freamos nossos pensamentos mais problemáticos e simplesmente nos permitimos contemplar as coisas simples a volta. Somos removidos do deserto que aparentemente vivemos. E a beleza da vida vai se desenrolando aos poucos e finalmente percebemos o quão somos integrados a tudo isso, o quanto somos tudo isso. Jamais algo separado, mas integrado.
E estes atos simples de apenas observar nos permite ter uma resolução maior em nosso modo de ver. Não apenas no contexto físico, mas principalmente no Espiritual.


Cristina Lira




Sinais

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Quem sabe não seja exatamente assim. Por que está evidente em cada palavra, nada está dando vazão para que não se entenda. Então, presta atenção... observa os sinais na estrada. Eles indicam por onde você deve ir...

Cristina Lira



terça-feira, 9 de outubro de 2012

Hora de abandonar-se

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Hora de partir alma minha, por caminhos que talvez não conheças agora. Mas já é hora.
Hora de ir daqui, de deixar as cascas dessa metamorfose lançadas à terra.
Caída e depois reerguida...
Criando asas tão somente agora para sair em voo. Agora sim, já é hora. E mesmo que não queiras ir,  vamos lá alma minha,a gora é hora de partir.
Deixa os andares, saindo dos altares e ganhando o desconhecido. Levando os sorrisos e uma porção de lágrimas caídas, algumas leves, outras pesadas. Despertando do sonho ou talvez mergulhando num agora.
Não aches que é tarde, apenas é a hora.
Renovação trás prodígio, não para quem vê, mas para quem passa pela transformação.
Aos poucos, cada tecido sendo removido, de roupa, e de mim.
Aos poucos as estruturas caindo e novos alicerces começando a aparecer.
Sem medo, deixando este abrigo e construindo um novo, quem sabe seja eterno.
Espelhos já não devolvem uma imagem, eu devolvo a imagem do espelho a ele próprio.
Pegadas não ficam eternamente, e o vento sul vem levando tudo para si. E toma de mim.
Nada...nada...nada a possuir, nem a mim mesma.


Cristina Lira





Sem monotonia

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Desafios!
Sejam bem vindos e não deem espaço a monotonia.

Cristina Lira

 

Para acontecer

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Sabe, é estranho...
Mas sei que tem algo para acontecer.
Nesta mistura de átomos e moléculas no universo
Não descarto as possibilidades desses sentir
Se é algo triste? Não...não...isso não!
Algo bom, diferente...
Não é uma espera, nunca será...
Tem algo para acontecer..mas por não saber o horário
Não ficarei esperando...
Apenas me felicito, pois sei... é bom!

Cristina Lira





segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Sentimentos falsos enterrados

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E escorrem na face
As lágrimas que já não contenho mais em mim
Ao som de uma melodia pesada
Batidas da bateria sacode em mim
Audível se tornam misturadas a melodia
Também pesada das batidas do meu coração
Incontida não me suporto em mim
Roupas espalhadas no chão
Junto aos presentes com cheiro de sentimento falso
Rasgadas em mim, todas as lembranças
Rasgadas em mim minhas esperanças
E tudo a minha volta uma bagunça
Mas não maior que aquela que existe em mim
Horas enegrecidas, lágrimas negras em minha face
Sentimentos suspeitos, sentimentos falsos os teus
Roubastes o colorido do meu mundo
Me sepultando na sua amargura
Já não contenho em mim
Toda revolta do meu ser que se desembrulha como novelo
E se espalha como uma peste fatal
Mas tenho o poder de me ressuscitar
Do túmulo frio que me colocastes
Estou jogando fora cada parte de ti
Que há em mim e ao meu redor
Camuflado chegastes, carregado com tuas trevas, tua opressão
Me sepultaste... mas tenho poder de ressurreição
Se quiser, pode acompanhar
Pois agora o luto é meu
Te removo da minha vida e a tomo de volta
Caminho intacta... teus sentimentos falsos não me mataram
De vestido preto, sapatos vermelhos e buque de rosas vermelhas
Passo adiante de você
Observe-me depositar as rosas num espaço onde está escrito
"jaz aqui as lembranças de você"
Ressuscite-as!
Reaqueça-as agora!
Faça-as levantarem!
Vamos!
Você não pode ...
Por que agora, apenas eu tenho esse poder de ressuscita-las em mim
Mas sepultei esse desejo com elas
Livre de tudo agora, você não me toca mais
E te vejo de longe contorcer sobre si, como que acometido por uma dor
E agora, vens atrás de um abraço!
Não terás...
Mas ficarás eternamente com minha lembrança incrustada em tua mente
Boa sorte querido, divirta-se com meu fantasma!!!

Cristina Lira




sexta-feira, 5 de outubro de 2012

A qualquer instante


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E assim aos poucos, começo a admirar mais tudo a minha volta. 
Apaixonada convicta pelas pela vida, em todas as suas formas, cores e manifestações. 
Não se vive bem quando não se permite distrair-se com aquilo tão evidente, mas que passa tão despercebido. 
Podem até pensar que não, mas poder parar e observar manifestações simples da natureza fazem muita diferença, como a dinâmica das flores em suas nuances, uma borboleta que voa em círculos como se estivesse perdida em si mesma. Um pássaro, ou um bando deles que voam tão livres e em alguns momentos parecem que despencam do céu numa queda livre, mas depois acordam e voltam a bater as asas. 
Faz diferença na nossa vida, no nosso ser e no nosso modo de viver quando somos contemplativos. Observando o horizonte no fim de tarde, quem sabe até acordar cedinho e fazer aquela caminhada observando o despertar de tudo a volta. Se perder no sorriso gracioso daqueles que não podem ouvir os sons nem emiti-los.
Sabe, viver...
Descomplicando um pouco o curso da nossa própria história.
Alguns dizem que a vida é complicada demais, mas poucos acabam se propondo a fazer diferente, a viver o lado obvio.
E a parte essencial, familia e amigos. Muitas vezes reclamamos da atenção que não temos, sendo que muitas outras vezes nós não damos atenção. Talvez a forma como nossa vida se encontra hoje seja quase que totalmente responsabilidade nossa, afastamos pessoas importantes com nosso modo de viver isolado. A culpa de como tudo está,se nada está dando certo como gostaríamos, talvez não seja totalmente nossa, mas maior parte é.
Por que será que muitas adultos dizem querer voltar a ser criança???
Livros e filmes abordando a eterna infância?
Por que era uma fase sem preocupações, onde o mundo parecia doce e colorido, certo? Onde o bem parecia predominar e se acaso existisse algum monstro, nossos heróis estariam por perto ( o pai ou a mãe, ou qualquer um que a imaginação levasse a criar).
Não é verdade que nessa fase não tínhamos problemas...mas não é verdade mesmo.
A diferença é que eles não nos importavam tanto.
Nos momentos de dores e doenças que nos atingiram na infância, onde ficávamos super insuportaveis, irritados com tudo e  todos, se trouxessem uma boneca ou carrinho de presente,a  situação mudava. Nos distraiamos brincando. Um doce, então...
Quando tínhamos problemas na escola, nossos pais eram a solução, não tínhamos que resolver nada.
Bom, mas... ai crescemos...
Bonecas, carrinhos, guloseimas... acabaram perdendo o atrativo diante de nossos olhos. O que é normal.
mas nos divertíamos com coisas simples... animais, natureza...
Riamos com facilidade...
Enchergávamos bondade nas pessoas
E quando não gostávamos de alguem não fazíamos das tripas ao coração para agrada-las. 
Eramos verdadeiros...e alguns de nós perdemos tudo isso, ou alguns desses modos.
Ser como criança não é se comportar como uma pessoa infantilizada, mas ter um coração e um olhar singelo, humilde diante dos outros.
Deveríamos parar um pouco, mesmo nos dias perturbadores que temos... e nos permitir estar no universo, existir, ser parte... olhar, sentir...mistura-se, a tudo a nossa volta.
Talvez perceber que os pássaros ainda cantam... e a melodia ainda é belíssima, talvez mais.
As rosas ainda desabrocham.
A vida ainda é assim, colorida...doce...perfumada...
Nós mudamos... mas o mundo a nossa volta continua o mesmo. As mesmas ações se repetem desde o inicio da criação. Nós deixamos de enxergar um pouco disso... mas o legal é que podemos faze-lo a qualquer instante, a qualquer segundo... agora mesmo se quisermos...
Sentir as essências... e principalmente a nossa...


Cristina Lira



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terça-feira, 2 de outubro de 2012

Antes e depois do fim







Eu já não sei mais de mim, perdida em todo esse complexo de ser.
Ah!Poderia ser bem mais simples, talvez seja, apenas talvez seja.
Não sei até quando perdurará o ar que enche meus pulmões.
Mais além de fugir pra sempre de mim
Te sentirei antes e depois deste fim
Por que já te misturastes a meu ser
E já nem sei mais quem é quem !

Cristina Lira