segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Sentimentos falsos enterrados

Imagem da Internet

E escorrem na face
As lágrimas que já não contenho mais em mim
Ao som de uma melodia pesada
Batidas da bateria sacode em mim
Audível se tornam misturadas a melodia
Também pesada das batidas do meu coração
Incontida não me suporto em mim
Roupas espalhadas no chão
Junto aos presentes com cheiro de sentimento falso
Rasgadas em mim, todas as lembranças
Rasgadas em mim minhas esperanças
E tudo a minha volta uma bagunça
Mas não maior que aquela que existe em mim
Horas enegrecidas, lágrimas negras em minha face
Sentimentos suspeitos, sentimentos falsos os teus
Roubastes o colorido do meu mundo
Me sepultando na sua amargura
Já não contenho em mim
Toda revolta do meu ser que se desembrulha como novelo
E se espalha como uma peste fatal
Mas tenho o poder de me ressuscitar
Do túmulo frio que me colocastes
Estou jogando fora cada parte de ti
Que há em mim e ao meu redor
Camuflado chegastes, carregado com tuas trevas, tua opressão
Me sepultaste... mas tenho poder de ressurreição
Se quiser, pode acompanhar
Pois agora o luto é meu
Te removo da minha vida e a tomo de volta
Caminho intacta... teus sentimentos falsos não me mataram
De vestido preto, sapatos vermelhos e buque de rosas vermelhas
Passo adiante de você
Observe-me depositar as rosas num espaço onde está escrito
"jaz aqui as lembranças de você"
Ressuscite-as!
Reaqueça-as agora!
Faça-as levantarem!
Vamos!
Você não pode ...
Por que agora, apenas eu tenho esse poder de ressuscita-las em mim
Mas sepultei esse desejo com elas
Livre de tudo agora, você não me toca mais
E te vejo de longe contorcer sobre si, como que acometido por uma dor
E agora, vens atrás de um abraço!
Não terás...
Mas ficarás eternamente com minha lembrança incrustada em tua mente
Boa sorte querido, divirta-se com meu fantasma!!!

Cristina Lira