quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Meu outono




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Entrando agora, suavemente, no meu outono
As vozes vão silenciando, uma calmaria se estabelecendo
Vou perdendo tudo aquilo que me pesa
Me livrando de tudo aquilo que não me acrescenta


Guardando boa parte das minhas energias
Das situações que poderia desperdiça-la
Estou entrando agora no meu outono
Sensações que se vão em passo de balé


O que estava ao meu alcance fiz
Mas neste meu outono, sigo um ciclo
Onde repouso,a espera da minha primavera
Este é meu período de cuidado, lembrar de mim


A brisa passa leve, silêncio se faz, luzes se apagam
De olhos fechados e sorriso suave,
Concentro-me na minha existência
Cuidando do meu solo interno, removo as ervas daninhas


Encurvo-me e deixo-me viver o outono
Sentindo cada golpe do  inverno que se instala
E sou tomada pelo meu outono...
É preciso, antes que chegue a primavera...



Cristina Lira






Posso sonhar

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Talvez isso nunca aconteça!
Mas ainda posso sonhar...

Cristina Lira



Meu império

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Ah! Me deixa brincar com as palavras
Que há de mal nisso?
Me deixa escrever das coisas possiveis e impossiveis
E nas frações desse mundo de encanto
Onde a palavra escrita ganha um reino
Vou te contando os segredos do meu império
Quem sabe descubras
Que dele és parte
Me deixa brincar com as palavras aqui
Que há de mal nisso?


Cristina Lira



Impossivel de ser




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Ah! Coração que me confunde
Que desembaralha todos os termos
Que há contigo que implicas comigo
E me mergulhas num sentimento assim

Para com essa mania de independência
Vives como se não fosses parte de mim
Ou sou eu a igorante
Por não entender que o que sinto parte é de mim

Não..não dessa forma,
confesso
Fecho os olhos, suspiro,
e sua imagem me vem a mente

E apenas aceito o destino
Já escrito para o que nunca começou
Por que é impossível, não irão poder narrar
Mais essa que poderia ser uma história de amor

Cristina Lira