sábado, 21 de abril de 2012

Asas delicadas



Asas delicadas tem nossos sonhos
Os desejos que plantamos dentro de nós
Quando desaflora, ou nasce, ou brota e morre
Asas delicadas, que precisam estar voando

Uma coleção de sonhos
Nunca pode ser menor, a ponto de não se sonhar
Uma coleção de sonhos não pode existir
Se não houver o desejo de realizar

O que sonho molda o que faço
Não se pode viver como ser que vegeta
Não importa se a vida venha como poucas realizações
Mas os sonhos, os projetos, os ideais, nunca podem faltar.





Você chegou



Você chegou calmamente
Declamando a vida
Declarando amor

Chegou de mansinho
No seu jeitinho
Me fez esquecer a dor

E de forma graciosa, e tão contemplativa
Sussurrou as palavras que ecstasiaram meu dia
Tão humilde em cada gesto
Dividimos horas de afeto.

Cristina Lira


Minhas leituras


Estou lendo atualmente.
É um excelente livro!
A história é apaixonante!!!


Terminei de ler esse livro, e sinceramente vai para o primeiro lugar junto com O vestigio e Senhora das Savanas, ah..e Papisa Joana.
Esqueço tudo quando estou lendo...


Cristina Lira
Bom fim de semana a todos vcs meus amigos!


Viajante

Como um rio que corre, ou que na pior das condições seca!
Ou encaminha suas águas a algum lugar, ou a alguem.
Quando se tem os pés no chão e se pode caminhar,
As vezes não se sabendo para onde.
Por que você corre e se depara com muros gigantes,
E pinturas que ganham vida, algumas assombram,
Mas ai você recolhe a rosa do chão,
Aquela que nasceu entre a calçada, e você se fere,
E solta a rosa num canto qualquer.
Por que tudo aqui pareceu um labirinto,
Ruas onde se corre, quarteirão após quarteirão, e no fim apenas descobre, eis um labirinto.
E um feixe de luz esbarra no rosto,
Fazendo erguer as mãos aos olhos, e apertar bem os olhos, tentativa de abri-los depois.
E você gira, e gira, e tudo ao redor gira com você.
Sincronia, talvez!
E você para, mas tudo continua numa rotação constante, as pinturas, as imagens...
e tudo vai se misturando, a ponto de parecer com uma tinta agitada pelo pincel de um artista.
Levanta-se, apalpando os muros, respira e vê, lá no horizonte o Sol faz um caminho convidativo.
E simplesmente se vai... pegadas deixadas para trás...

Cristina Lira