quinta-feira, 1 de março de 2012

Voz orante









Meu pensamento não silencioso

E minha voz orante

A todos que neste momento

Se encontram em leitos de hospitais

Dependentes da medicina

E lutando...pela vida!


Cristina Lira



Até quando?






Eles caminham, jogados e esquecidos por tantas calçadas.
Lançados a todo tipo de sorte. Sim, eles têm talento!
Escarrados por uma sociedade miserável! Repreensiva... Que há muito esqueceu o que é o amor.
Ignorados por corações ignorantes. Por pessoas perdidas de si.
O tecido novo, jogado nas carcaças que putrefará, faz com que muitos se sintam importantes. Mas a roupa que usam os deixam mais nus. O brilho de suas jóias é preciso, por que perderam a sua luz.
São sombras de algo que poderia existir. E desprezam aqueles que existem.
Enquanto uns estão esquecidos, e são confundidos com os cimentos das calçadas.
Outros, enganados, constroem planos vazios. Suas mentes são como córregos que carregam a imundície de uma grande cidade. Seus pensamentos são todos voltados a sua super existência, que exclui as demais.
E eles tremem de frio na madrugada, e às vezes a madrugada leva a muitos deles para um eterno frio. Mas alguns se importam com eles, esses sim sabem o quanto é preciosa vida.
Que triste o homem que veste o luxo e vive o luxo, esquecendo que sua cobertura pra sempre será o pó da terra.


Cristina Lira