terça-feira, 16 de outubro de 2012

Preciso de ar

Imagem da Internet
Paredes dispersas a minha frente
Um canto nesse chão, tudo que tenho
Ar pra respirar preciso
Pra minha matéria, pra minha alma
Penumbras lançadas a face
Encolhida ao som da brisa dessa noite
As mesmas sensações
De que o céu se derrama e lava e leva
Estrelas contidas em mim
Algumas reluzem, outras já se apagaram anos atrás
Mas estou tentando mais uma vez
Não deixar o escurecer-se total


Cristina Lira




4 comentários:

  1. falta-me o ar também minha querida Cris..eu poeto o lamento quase sempre..e dentro de mim, o único brilho é dele.....

    bjs.Sol

    (lindo como sempre)

    ResponderExcluir
  2. Gosto muito do seu estilo, das suas palavras... quase te vejo.

    ...que o céu derrame estrelas sobre ti.

    Bjos.

    ResponderExcluir
  3. Cris, lindo o seu poema. Quem não precisa de ar? Quando chegamos a este estágio de clemência é porque a situação está muito séria, quase morte emocional!
    Na realidade, é uma morte emocional a angústia, o sofrimento que acaba aos poucos com o ar que temos, que já não é muito.
    A pouca luz que temos em nós, brilha.
    Certamente chegará o dia, em que essa luz se multiplicará, aumentando a nossa capacidade pulmonar, tornando mais clara a nossa facilidade em respirar.
    Enquanto isso, devemos lutar, sempre!
    Beijos na alma!

    ResponderExcluir
  4. gostei de seu trabalho visite o nosso e deixe seu comentário
    abç

    claudia
    http://acoestransformadoras.blogspot.com.br/

    ResponderExcluir