Quizá

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 As lágrimas deixaram um caminho na minha face, igual rastro de água em rocha. Transbordei de mim, do que estava cheia, derramei do vazio que ficou, quando não mais estive em mim.
Dor, tão forte a senti, quizá fosse na pele.
Mas era mais que isso!
As espadas me feriram em feixes
E deixei de caminhar
Começei a me arrastar
E depois de tão ferida
Quase sem vida
Me arrastei, não desisti.
Arrastei-me suportando o peso do meu próprio corpo, deslizando no meu mar salgado.
E quando, enfim, tornei a estar em pé
Em convulsões e tremores
Como criança que aprende a andar
Voltei a reandar ...


Cristina Lira




 

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