sábado, 21 de abril de 2012

Viajante

Como um rio que corre, ou que na pior das condições seca!
Ou encaminha suas águas a algum lugar, ou a alguem.
Quando se tem os pés no chão e se pode caminhar,
As vezes não se sabendo para onde.
Por que você corre e se depara com muros gigantes,
E pinturas que ganham vida, algumas assombram,
Mas ai você recolhe a rosa do chão,
Aquela que nasceu entre a calçada, e você se fere,
E solta a rosa num canto qualquer.
Por que tudo aqui pareceu um labirinto,
Ruas onde se corre, quarteirão após quarteirão, e no fim apenas descobre, eis um labirinto.
E um feixe de luz esbarra no rosto,
Fazendo erguer as mãos aos olhos, e apertar bem os olhos, tentativa de abri-los depois.
E você gira, e gira, e tudo ao redor gira com você.
Sincronia, talvez!
E você para, mas tudo continua numa rotação constante, as pinturas, as imagens...
e tudo vai se misturando, a ponto de parecer com uma tinta agitada pelo pincel de um artista.
Levanta-se, apalpando os muros, respira e vê, lá no horizonte o Sol faz um caminho convidativo.
E simplesmente se vai... pegadas deixadas para trás...

Cristina Lira




2 comentários: