quarta-feira, 18 de abril de 2012

Eternidade e não efemeridade



Estou fazendo a minha poesia, apenas
Um texto sem lógica e nexo
Não é pretexto para dizer o que penso
Mas não deixa de ser fruto de um pensamento
Não!
Não entrei na sua vida.
Você entrou na minha.
Se isso foi um descaso do tempo?
Lhe digo, foi o melhor acontecimento.
E mesmo que antes de ver a linha final
Você a tenha enxergado antes de mim
Foi melhor assim.
De tudo jogado e pesado
Esterilize e guarde ou apague
Eu, no entanto, prefiro
Guardar no melhor das recordações
Tudo que foi importante
E todas as vezes que disse que seria para sempre
em todas elas,
verdade prevaleceu.
Cada um enxerga as facetas
A mim, foi apenas revelado
O que a você claramente está escondido
E apenas fico no meu canto
Observando você com venda nos olhos
Mas um dia, você esquece de enxergar assim
E ganha a sábia visão
Depois desse dia, mesmo sem minha existência
Você entenderá a razão
de cada "para sempre" que ouviu.
Não falei de efemeridade
sempre falei de
Eternidade!


Cristina Lira



4 comentários:

  1. É sempre com muita alegria que venho aqui ler a sua poesia minha amiga, e de cada vez que o faço à sempre uma agradável surpresa à minha espera!!!
    Beijo amiga

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    1. É sempre bom receber sua visita aqui Ana...Bjosss

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  2. Um poema repleto de sinceridade.Beijos

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    1. Obrigada pela presença Arnoldo...sempre um prazer...
      Bjo...

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