Relógio parado




As ruas um pouco desertas, quase não se vê nada em movimento.
O vento passa barulhento pelo silencio dos homens
E arrasta as folhas no chão, e elas dançam no seu compasso
Olhar perdido num vazio
De fora e dentro de mim
Olhar num céu brilhante, em meio as penumbras
E tudo em volta tão congelado
Como se o tempo estivesse parado
Apenas o ar circulando da a sensação de realidade
Os pensamentos vão a solta
Tão desordenados e descontrolados
Ganham a situação, voam no momento
Tudo parece tão deserto de repente
O agasalho não aquece tanto
Parada apenas, entregue a leves movimentos da natureza
Viajante sem tomar nenhuma condução
Perdida sem ao menos sair do lugar
Braços que encontram a si mesmos
E do silencio apenas brota silencio
Leve sensação de relógio parado...


Cristina Lira




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