domingo, 18 de setembro de 2011

Oxalá




Oxalá que os meus dias
Me conservem na face
O sorriso sem medo
De perdurá a felicidade

Oxalá que eu carregue
Nos caminhos a fora
A humildade no coração
Que no meu seio aflora

Oxalá que se esqueçam
As fórmulas de se fazer guerra
Os moldes que usam para as armas
Toda essa inteligencia negra

Oxalá meus olhos possam ver
sempre a paisagem viva
E não mais noticiarios
De tantas vidas banidas

Oxalá aos meus ouvidos
o contemplar os bem-te-vis
A algazarra das andorinhas
A se banhar no chafariz defronte a matriz

Oxalá essa chafurda
De falta de paz se extinga
Oxalá a sentença da vida
Seja sempre vida


Cristina Lira