domingo, 21 de agosto de 2011

Felicidade não é um jogo



Se a vida é posta em jogo, nesse jogo de se viver não há juiz. Não entre nós. Não importa como se vive a vida, desde que se seja feliz. Levantar  a poeira, e sair... sem sentir a necessidade de ficar e aprisionar-se, no vazio, nas estâncias onde não se distribui alegrias.
Cada passo, parte de um caminho não previsto, parte de uma estrada que se deixa, toda vez que se enterra o pé na areia.
Quem disse que regras não podem ser quebradas?
E quem disse que felicidade é impossível?
Apenas não há um a lei escrita que traduza a arte de viver.
Por que viver, é algo que acontece na primicia de todo dia, é um milagre que se faz, sem que se ore para que aconteça.

Cristina Lira

Medo da noite




Toda vez que essa brisa noturna passa
Me trás um frio que congela minha alma
Oxida e parece enferrujar tudo ao meu redor
E me vejo num cenário, cheio de sombras
Sombras da noite...
Que se movimentam ao som dessa brisa
Se sacodem de leve, uma dança mística
Me sinto perdida, na visão que desconheço
E me vem por visita os medos
Tantos medos, que é difícil enumerar, sinto medo de tudo, até do que não pode nem se quer assustar.
Essa noite tão estranha, misteriosa...vem e desperta as angustias da infância
De uma garotinha que se sentia desprotegida
Sozinha numa estrada rodeada de silencio
Tem noites
Em que o vento sopra diferente
Em que as sombras das árvores assustam
E nada parece seguro
Mas talvez o problema não seja o escuro dessa noite,
Nem o mistério dessa brisa
Mas sim o eclipse total que acontece aqui dentro, em mim.
Talvez a visão do mundo, dependa da visão do que enxergamos
Nas noites que se passam dentro de nós...

Cristina Lira