sábado, 23 de julho de 2011

Chá de uma tarde




Não vou falar de versos tristes ou consternados.
Não vou falar dos abismos e escuridões que minha alma já percorreram.


Quero falar da alegria, do amor, da fé.
De tudo que hoje dá mais sentido ao meu viver.


A estrada um dia foi insegura
Fantasmas me falavam aos ouvidos
As palavras transpassavam-me como faca de dois gumes.
Mas não, não quero falar das coisas tristes,  dos momentos em que me enterrei e fui enterrada.


Quero falar do aprendizado de saber ressurgir, de saber aceitar que nem todos os gestos nos farão sorrir, e quando se aprende esses detalhes se vive melhor, se aceita melhor o que está em volta.


As dores jamais serão maior que os amores.
E há amores que curam, que sabem fazer reparos nos corpos "mutilados".
Quero poder falar do amor quer surge quando surge o sol.
Nascendo leve, frágil e a medida que o dia passa, torna-se forte, para depois aquietar-se e nascer de novo.


Quero ver o lado bom das coisas, os bons motivos para se viver. Busquemos o melhor que possamos merecer, e a melhor opção é sempre viver, e nunca deixa-se ser dosado por "injeções" de desânimo.
Somos sopros de vida, felizes ou tristes, nos cabe prosseguir por estradas que nos façam bem, e sem ferir a tantos.
A graça da vida é apenas viver, o dom do amor, é apenas amar...e isso, é tudo!

Cristina Lira