terça-feira, 28 de junho de 2011

Uma janela pra alma


Gosto de abrir uma janela no meu dia
E me debruçar sobre ela
Contemplar o céu
O perfume do tempo
A vida se movendo
Gosto de abrir uma janela no meu dia
Pra conversar um pouco comigo
Entrar em sintonia com as imagens
Que se reproduzem em minha alma
Através dos meus olhos
Prefiro perder tempo fazendo nada e me fazendo bem
Do que fazendo tudo e me fazendo mal
As vezes uma válvula de escape
Mas abrir essa janela liberta minha alma
De um saco de plástico lacrado
E enfim, ela pode respirar
Abro a janela
Fixo os olhos em algum ponto e nem me lembro o que
Pois nessas horas o corpo fica estático, séssil...
E a mente voa liberta, não como ave de rapina
Mas como andorinha arrevoando o céu da tarde
Depois de uma fina chuva no sertão.

Cristina Lira



Varanda da esperança



Uma casinha pequena
Com uma varanda bem simples
Num cantinho tranquilo
Iluminada pelo sol
Enfeitada por palmeiras
Ipês e aroeiras
Cercada pela bondade da mãe natureza
Longe dos sistemas escravistas
E nós...
Em nossa companhia
Apenas sendo nós dois...

Cristina Lira