domingo, 27 de fevereiro de 2011

Amores de verdade...

Canção Da América

Milton Nascimento


Amigo é coisa para se guardar
Debaixo de sete chaves
Dentro do coração

Assim falava a canção que na América ouvi
Mas quem cantava chorou
Ao ver o seu amigo partir

Mas quem ficou, no pensamento voou
Com seu canto que o outro lembrou
E quem voou, no pensamento ficou
Com a lembrança que o outro cantou

Amigo é coisa para se guardar
No lado esquerdo do peito

Mesmo que o tempo e a distância digam "não"
Mesmo esquecendo a canção
O que importa é ouvir
A voz que vem do coração

Pois seja o que vier, venha o que vier
Qualquer dia, amigo, eu volto
A te encontrar
Qualquer dia, amigo, a gente vai se encontrar.



....

Minhas Vitrines



Aos que jogam pedras nas vitrines da vida
sem nenhuma consideração aos sonhos que existem lá dentro, talvez devam ter vitrines resistentes, mas as minhas estão estilhaçadas,  estou juntando e reconstruindo cada um dos pedacinhos de vidro.
Porém ao pensar em quebrar minhas vitrines novamente
aumentem o tamanho das pedras...
Pois do lado de cá, das minhas vidraças
há uma enorme catapulta.
Espero que suas vitrines sejam de concretos!!!



C.Lira

(In)compreensivel...


Por motivos incompreensiveis
me atraem as coisas mortas,
me cativam as cores sem vida.
Me encanta o cenário da morte,
com todo seu roteiro 
com toda sua dramaturgia...

C.Lira

sábado, 26 de fevereiro de 2011

Reservas



Nem eu mesmo sabia, que tinha tantas forças. 
E agora que olho pra trás 
vejo o quão valente fui em levantar em cada queda, 
apesar dos pés cortados e da estrada espinhosa.
Mas o que importa é que minhas forças não esgotaram
e ainda as tenho em grandes doses, as reservas são inesgotáveis...

Cristina Lira

Pronta para as próximas batalhas,
argumentos de paz,
paciencia e muita,
mais muita
força interior...


Um S.O.S codificado



Você mora onde a aparência das casas é quadrada, e todos parecem ter janelas iguais. O seu cobertor é preto, teus pés estão descalços e a respiração faz-se aos poucos.Da rua até sua casa, uma enorme calçada de degraus sem fim, todos de marfim. E dentro das janelas, você grita por socorros ocos, quase inaudivel. C. Lira

Sou um pouco assim, do tipo que presta bastante atenção no que a maioria não nota, me chamam atenção as coisas simples, as coisas sem graça, até mesmo o vazio me parece que tem muito a ser notado. ....Cristina Lira

Gitana (Cigana) Música da Shakira


Nunca usei uma máscara
Vou aos poucos
Por este mundo fugaz

Não pretendo parar
Diga-me quem caminha
Quando se pode voar?


Meu destino é andar
Minhas lembranças
São um rastro no mar


O que tenho, dou
Digo o que penso
Aceite-me como sou  



E segue leve
Meu coração cigano
Que só sabe bater
Na contramão

Não tente me amarrar
Nem me dominar
Eu sou quem escolhe
Como me equivocar
Aproveite-me
Que se cheguei ontem
Posso partir amanhã

Que sou cigana
Que sou cigana

Sigo sendo aprendiz
Em cada beijo
E com cada cicatriz




Algo pude entender
De tanto que tropeço
Já sei como cair
E segue leve
Meu coração cigano
Que só sabe bater
Na contramão
Não tente me amarrar
Nem me dominar
Eu sou quem escolhe
Como me equivocar

...pois sou cigana 


Pra me estressar? Me tirar do sério?
Ah!... tem que ensaiar bastante.
E se conseguir?
Sai de perto,
pois quando me estresso
sou praticamente similar a uma explosão.
Mas isso...ah! relaxa..é raríssimo de acontecer!

Cristina Lira

De cabeça para baixo...




Ando meio assim, como quando era criança...
querendo olhar o mundo de cabeça para baixo.
Mas antes fazia isso por brincadeira,
e hoje noto que é possivel olhar para algo
e tirar "n" conclusões...


C.Lira

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Acordando antes da vizinhança



Ela acorda cedo, abre a porta e vai pra fora de casa, sentir o perfume da manhã que se esbanja pela rua. 
Sentir...
O cheiro do café que corre desgovernado pela vizinhança, entrando narizes adentro.
O cheiro do cachimbo do velhinho, que vê na fumaça ameaçadora os tempos de glória, em que era garoto.
O barulho das vassouras espantando as folhas amareladas para longe e a algazarra inconfundível das andorinhas.
O ruído de algum rádio sintonizado nos jornais da manhã que contam tudo que aconteceu enquanto se dormia e tudo que vai acontecer no resto do dia.
Mas ela acorda cedo mesmo, para ouvir o barulho das fechaduras, as portas se abrindo e a rua novamente ficando animada. Crianças sentadas nas calçadas, mães a dar " banho de sol" nos seus bebês, e maridos saindo para mais uma jornada.
Cores, sabores e formas, agora se misturam e começa mais um dia normal... Ela com seu cabelo emaranhado e pijama de desenho animado, finalmente levanta.
Parece que a rua lhe confessa que já é hora de também fazer parte desse cenário...

Cristina Lira


quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011


AH! Mas as vezes da vontade de passar no meio de todo mundo,
sacudir os ombros e dizer:


TÔ NEM AÍ!!!
 

Cristina Lira

Sensações

                





Agora estou assim...










Mas hoje 
por alguns momentos
respirei profundo ...




Me senti estranha quando olharam diferente pra mim... 
Como se algo em mim não estivesse no lugar certo!





Mas nada como mudar o olhar, distrair-se... deixar-se perder.






Já desejei um bom dia
doce e recebi um
bom dia azedo...









Muitos pensam que sou assim...



 Quando na verdade este é o meu jeito


                       


Cris...





Amor

Amor é pra sentir e não interpretar...
Amor é amor quando nenhuma resposta satisfaz as perguntas.
Amor
aMor
amOr
amoR

O amor pode nos dar asas, mas jamais nos toma os pés ...


Cristina Lira



O medo das máscaras



Tenho medo das mascaras que me olham, das formas iguais e das cores repetidas.
Máscaras que parecem sorrir, não se sabe se fala a verdade ou se está a mentir.
Tenho medo desse medo mascarado que me atordoa
Que me faz ver as coisas um tanto loucas.
Mas que me assustam, é verdadade,
Estas máscaras enfileiradas.
Nunca param de sorrir, antes fosse com a alma, mas é com a boca da máscara...
Vou fugir daqui, antes que me caia uma dessas na cara e eu não haja por mim.
E se uma dessas me cair, prefiro já não mais existir.


Cristina Lira

Descanso


As vezes me bate a vontade de estar debaixo de uma grande sombra de árvore, diante dos olhos uma bela paisagem...
Nada mais que isso.
C.Lira

As ideias me consomem o juizo.
Os pensamentos me atordoam,
como relâmpagos que clareiam a escuridão
Meu mundo é um balaio,
cabe muita coisa
Mas o incrivel mesmo,
é quando me procuro,
e não me acho.
E quando me encontro me perco.
Minha cabeça é como uma rua,
cheia de becos.
E toda vez que penso que me encontro,
eu me perco.
Nos pensamentos que congestionam
 as ruas e os meus becos...

Cristina Lira

Jogando fora os guarda chuvas




Chega de guarda chuvas. 
Ele é insuficiente para meu desejo de estar no meio da tempestade, meu caminho segue o curso de um tornado.
Definitivamente...um guarda chuva não resiste a isso.
Aos ventos, mil perdões...mas estou pesada como concreto.
Até a acidez já desistiu de me corroer...
Não... a conclusão é certa! Não se pode se esconder debaixo de um guarda chuvas quando se tem a frente uma tempestade. Não se pode usar um guarda chuvas quando se é um tornado.


Cristina Lira




Se hoje fosse meu ultimo dia 

de vida e pudesse pedir algo,

somente um pedido e nada 

mais, o que eu pediria?


Ah! Fácil...



Eu diria:
DEUS, dá-me vida...



A vida é esse presente especial, o qual reclamamos da embalagem, do jeito desarrumado do laço, e até do cartãozinho mal colado... a surpresa mesmo é quando se abre o pacote... alguns levam a vida toda para fazer isso...


Cristina Lira 

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Amigos...



A M  I  G O S  são esses anjos que nos conhecem bem e tem
A M O R  por nós, como se fossemos irmãos.
A M A R, é a forma que se baseia a relação.
                  R E Z A R, todo amigo sabe a necessidade da oração.
                                   A M I G O S rezam uns pelos outros, somos mais que
                                                I R M A O S.
A M I G O S chaves que abrem portas de alegrias
        I D E N T I D A D E  que nos identifica
           D I V E R S A O com esses seres já faz  parte da vida.
               I N T E R E S S E é o que bate quando queremos ser
                  N A T U R A I S   rezando para que a amizade nunca acabe. . .     
                                                           


Cristina Lira
A todos os amigos!
                                                   

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

A perfeição dos meus defeitos




Amo meus defeitos, eles me conhecem e eu os conheço muito bem. Eles são notáveis. Faço questão de apresentá-los, e só depois, a conta gotas, apresento meus valores. Meus defeitos são inofensivos, não oferecem perigo a quem está por perto, são partes humanas de um ser humano. E que quiser me conhecer, deve aceitá-los, pois sem eles sou como um vaso quebrado, perdida em mim...são minhas imperfeições que me estimulam a acertar...e como não sou perfeita, o que em mim é imperfeito, torna-se quase uma qualidade...

Valorize-se, ame-se por completo...não permita que ninguém lhe aplique injeções de desânimo!
Cristina Lira

domingo, 20 de fevereiro de 2011

O "Rg" interno


Não tenha medo de assumir sua identidade
Seja o que és
Do jeito que sabes ser.
Quando fingimos ser alguém que não somos
só para agradar aos outros
nos perdemos de nós mesmos.

E daí?
Temos defeitos...
Quem não os tem?
Só não se pode criar uma caricatura 
de uma criatura
para agradar alguém.

Somos tão especiais
que nos assusta
descobrir isso por inteiro...
Mas não se pode esconder
o que em nós é verdadeiro.

Cristina Lira

Luz de rapina



A luz, 
gosta tanto do nosso brilho,
que sai fabricando cópias nossas,
as sombras,
só para que se misturem
ainda mais a ela.
Somos tão importantes 
que o universo não se contenta apenas em nos ver,
ele é mesmo egoista, 
nos quer sentir.
A terra tem nossa matéria
A luz tem nossas sombras
E para as sombras a nossa luz.
A essencia que nos envolve
vai além do que se vê
Somos tão importantes
que as vezes não nos enxergamos
...

C.Lira

sábado, 19 de fevereiro de 2011

Coisas do caminho...



Estou olhando para tudo isso, e sinceramente nada me incomoda, nada me faz querer voltar atrás...estou pisando delicadamente nestas teias de aranha, posso ficar presa, mas não as quero danificar, enquanto por elas caminhar, embora possam me enlaçar.
E toda esta bagunça?
Sinceramente, nada me incomoda, não enquanto eu quiser caminhar, nesta estrada de ferros e espinhos, de flores e sábios pergaminhos. Apenas sei que toda esta bagunça não é minha, vou respeitando os espaços já ocupados, enquanto procuro o meu.
Os degraus, sempre um a um almejo pisar, não quero apenas caminhar sobre eles, mas também vou me sentar, limpa-los, dormir sobre eles, não tenho a menor pressa em saber onde esta escada vai me levar, o que me interessa é caminhar...
Caminhar nas teias que podem me enlaçar, nas estradas que posso me cortar e nos degraus dos quais posso cair.
Meu paradeiro? O dia derradeiro...
Vou entrar nas tempestades, mas não vou ser carregada por elas. Andarei debaixo da luz do sol, mas não me ofuscarei...
Respirar e tomar café, um bom  intervalo para repor energias.
Sentar e conversar com os amigos, um bom intervalo para alimentar a alma.
Ninguém caminha sozinho, deve ser por isso que a maioria dos caminhos são largos, para acomodar quantos quiserem caminhar, as estradas novas são estreitas, mas quando se caminha muito por elas logo se enlarguessem e todos sabem, aquele é um caminho..não se sabe se o certo, mas é uma alternativa.
Não se pode tentar adivinhar se as estradas são as certas e se as placas não foram mudadas, é melhor seguir adiante e se aventurar nas trilhas.
O medo? Um monstro que criamos dentro de nós, alimentamos, vestimos....e logo se revoltam e nos querem bloquear as pernas, as mãos, a mente, a voz... a dança..o riso..tudo que em nós causa a tal liberdade.
A verdade é que  jamais conheci nenhuma destas estradas...e o assustador, é que não há uma estrada certa pra seguir, pois a estrada certa sempre nos leva a algum lugar, e o lugar que queremos chegar não existe, pois todo lugar é certo...tudo é questão de olhar e saber passar.
Caminhe nas teias de aranha que podem te enlaçar, mas com passos delicados para não estraga-las.
Não se incomode em parar um instante, sente-se nos degraus que você estar subindo, olhe bem a escada, não tenha pressa de chegar a nenhum lugar, para não perder o sabor de estar a caminhar e as descobertas que só existem no meio do caminho.

Cristina Lira

Cantinho para dois



Um cantinho pra dois
Para aquecer o olhar
E deixar tudo pra depois

Um cantinho certo
Pra sorrir
E trocar afetos

Um cantinho pra se conversar
Qualquer coisa que se queira falar
Ou quem sabe apenas calar

Um cantinho pra sorrir como se quer
Para abraçar sem temer
Pra se fazer o que quiser

Um espaço pra dois
Pra abraçar e fazer carinho
Enquanto tudo fica pra depois...


Cristina lira




Gosto...

Gosto...
Deste teu jeito de sorrir
De como contas tuas histórias.
Do jeito perdido com que te metes nos assuntos
Do modo descontraido que usas para pensar

Gosto...
Das tuas palavras delicadas
Da segurança que o homem em você ergue no ar
Dos passos calculados
O modo como apoias o queixo sobre as mãos

Gosto...
Do gostar inesperado
Do sabor apreciável deste gostar
Até mesmo o jeans amarrotado
A camiseta solta ao ar... coisas bobas...
diante do olhar que faz gostar...

Cristina Lira

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Quando se é o que se é....








- Por que você perde seu bom humor, fazendo essa confusão toda com seu cabelo? – perguntou meu pai, quando me encontrou chorando de raiva porque eu era muito menina, e não tinha a habilidade necessária para fazer o penteado em moda nos meus tempos de colégio.
- É a moda! – lamentei-me. – Só o meu nunca fica como os outros!
  Olhando-me gravemente, meu pai ordenou: – Divida seu cabelo no meio, penteie-o para trás, e amarre-o como uma fita. Agora, use-o assim durante uma semana, e se metade das meninas de sua classe não copiarem você, eu lhe darei dez dólares.
Pensei comigo que ele era incrivelmente ingênuo. Dez dólares, porém eram uma fortuna a que não podia resistir, e o fiz.
  Tivesse eu chegado à aula vestida com a camisola de dormir, minha agonia não teria sido maior. Mas quando a semana acabou, quase todas as meninas de minha classe estavam usando o cabelo separado simplesmente pelo meio, atado atrás com uma fita.
Meu pai disse, então: – Não seja vulgar! O mundo já tem bastante mediocridade. Nunca tenha medo de uma idéia própria, e, se ela for certa, siga para adiante com ela, sem se importar com o que faça todos os demais!
E, embora ele tivesse ganho a aposta, deu-me uma nota de dez dólares.


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Relato de: Sra. Brooks E. Cairns
Califórnia-EUA
Fonte: site de dicas uol

 "Há duas fontes perenes de alegria pura: o bem realizado e o dever cumprido." 

(Eduardo Girão)



quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Risadas

Olá meus queridos, antes de mais nada quero lhes contar sobre um sentimento que quase me consumiu estes dias longe de vocês...SAUDADE! Me ausentei devido alguns probleminhas, mas já estou de volta, não que eles já estejam completamente resolvidos, que nada! Mas a saudade de estar juntinha a vcs é mais forte... aos pouquinhos me equilibro e vou visita-los, agradeço o carinho e a atenção que tiveram... beijos no coração.
Amo vocês! 



Risadas
O vento me conta histórias inacreditáveis, o tempo se senta ao meu lado e segura um charuto, e confessa, não há nada de mais amanhã, ele esbolça um sorriso, e caio em risadas...
Tudo é tão perfeito...
O tempo
O vento
O medo
O riso
Desmedido, incontido, compulsivo...
O som das minhas risadas correm o mundo, no charuto do tempo, nas histórias do vento. Porque nada me faz mais feliz do que a simples compreensão de que hoje estou aqui, e posso rir das coisas sem graça, pois me chama mesmo atenção aquela pequena mancha que passa despercebida, o absurdo me interessa. E o que de bom sei fazer, dar risadas de mim e das minhas ideias malucas...mas...
Tudo é tão perfeito...
O tempo
O vento
O medo
O riso
E o tempo, com seu charuto, tão despreocupado consigo próprio...
Solto risadas com alma
O tempo é mesmo estranho, até ele se perde nas suas entrelinhas...
Resta-nos caminhar nas estradas que se puserem a nossa frente, com um sorriso no rosto, acolhendo a toda gente...
Cristina Lira