terça-feira, 25 de janeiro de 2011

A porta que fechei



Uma porta se fechou para não mais abrir
ela não fechou sozinha
eu a fechei e a bati contra a parede com muita força
Girei a chave duas vezes, conferir a maçaneta
ela não vai mais abrir, pensei... e joguei as chaves longe
elas cairam em um precipício, e não vou pega-las jamais
O barulho da porta foi estrondoso
a fechei com vontade
como nunca fiz com nenhuma das outras portas
mas essa, na verdade, nunca deveria ter sido aberta
e de propósito, talvez, ficou escancarada
mas, num impulso quase que premeditado
a fechei com gosto
conferi  a maçaneta e 
joguei as chaves fora
É apenas uma porta que nunca mais se abrirá,
e a fechei com força num movimento quase que incalculável...
C.Lira

Garra sentimental


Tua garra risca fino.
Fazendo um rasgo no traje do destino.
Um bisturi afiado
Ultrapassando os tecidos vivos de uma alma morta.
Que ressuscita quando o corpo acorda.
Garra que rasga metade de mim,
que separa as partes antes unidas, já bem entendidas.
Que vai ferindo e queimando
cicatrizando e sarando.
E minha face arranhando compassivamente,
enquanto adormeço e de mim esqueço,
para acordar destes cortes
figuras sentimentais , profundas e reais...

C.Lira

Se é pra ser amor, que seja então...



Te quero ao meu lado
Não importa o momento
Seja na paz ou na guerra
Em qualquer acontecimento
E nas minhas orações
Peço ao céu este provimento








Não importa se tua perfeição
só existe ao meu ver
E se aos olhos do mundo
Querem ver-te é desaparecer
Pois essa imperfeição
Aos olhos do meu coração
Faz de ti meu bem querer...







Amor que é ferro fundido
Ouro testado no fogo
Amor que se apresenta em tudo
Pouco importa os nomes
Pra essa sociedade
Onde quem trabalha não come.







Sentimento que resiste
A maior das tempestades
Que sobrevive a seca
E ao frio sem cobertor
Nesses momentos se sabe
O que é o verdadeiro amor




Amor que de tão romantico
é chamado de brega
Que dá aos rostos apaixonados
Outro tipo de esfera
Se rir a troco de nada
Sabe que toda alma é bela.







C. Lira

A bússola da minha alma



Vai, minha alma!
Tu que tens olhos de águia.
Encontra pra mim
o que os meus olhos não conseguem ver
mas meu coração consegue sentir.
Lá, atrás daquelas colinas, eu sei
Há o que imaginei...
Toma!
Leva contigo meu coração,
ele será a bússola!
E diante do momento certo e do achado,
ele baterá forte...muito forte!
C.Lira