segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Quedas do Sol

Quando o Sol vai caindo, pinta a tarde com um ar tranquilo que acalma, aos pouquinhos, as agitações que borbulham dentro de nós, depois de um dia agitado e provativo. As matas ganham um ar esplêndido e o ar fica suave.
Fim de tarde em minha cidade, vista de uma trilha. Foto C.Lira
Os pássaros voam procurando uma boa árvore para pernoitar.


As luzes das cidades vão acendendo gradativamente e as luzes estrelares voltam a brilhar, ou quem sabe começam a acordar!

Cientificamente, a descrição para um por-de-sol tem explicações diferentes daquelas que nos mostram nossos olhos, não que sejam erradas, mas um tanto sem sabor. Pois, a forma como nossos olhos veem o Sol cair, nenhuma ciência poderia confessar-nos melhor esse ato.

As vezes, prefiro pensar como quando criança...que o Sol no fim da tarde sai para repousar e acaba pegando no sono, então, vem a lua toda feliz, para fazer o segundo turno, afinal, tadinho do Sol, trabalhou o dia inteiro...

Quando o Sol vai caindo, sumindo... logo me desperto para entender que mais um dia vai se passando, mais momentos vividos, mais lembranças para a caixinha da vida. Lembranças que um dia poderão ser tudo que terei, caso uma boa memória me seja conservada.
Quando o Sol vai caindo, respiro aliviada, e não é para menos, pois faço parte do time de sobreviventes que estarão no amanhã para ver o Sol levantar-se.
E antes de partir da distancia dos nossos olhos, o Sol banca de artísta e pinta o céu de rosa, lilás, alaranjado e até vermelho, deixando-o por vezes até manchado. E tudo isso, talvez, para chamar a atenção daqueles que nem tempo tem de olhar para o céu!



Cristina Lira