sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Céu da mente





Abriu as portas, chuva forte lá fora. Largou o guarda-chuva, e seguiu a passos rápidos pelas ruas, a roupa sendo tingida pela água...ruas que não acabavam mais, cabelos pesados pela água da chuva. Retirou a sandália dos pés, começou a correr, rosto molhado, talvez por outra água, outro liquido de não cair do céu, talvez do céu de sua mente.Cenário cinza, frio...e por fim chegou próxima a uma árvore, onde caiu e deitou, num abraço próprio, e expressão facial de quem expulsa-se de si mesmo, permaneceu ali...enquanto a chuva lavava seu corpo, e as lágrimas, sua alma. Um bom tempo depois, as nuvens cessaram, e um sol alaranjado, de raios frios, ergueu-se, fazendo sumir aquele acinzentado. E abriu os olhos, pesados...sorriu levemente. E sentiu que algumas tempestades devem mesmo cair, e com força...depois o sol apareçe suave, aqueçe e renova. Levanta...mais leve!


Cristina Lira



3 comentários:

  1. Ela sentiu a natureza e a sua força, um poema forte. Um abraço, Yayá.

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  2. Aii que lindo! E assim o ciclo se renova e tudo recomeça, mais limpo e leve. Adorei!!

    Parabéns :*

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