sábado, 3 de setembro de 2011

Do tempo que resta




Entre o vento frio da noite,
farfalhava as folhas não tão verdes, mas escuras, 
que se mantinham nas copas das árvores. 
O que somos nós? 
O que seremos?
Quanto tempo se tem para admirar o tudo? 
E quanto tempo resta para admirar o nada? 
Parar e apenas sentir, 
o mundo ao nosso redor se movimentar,
ainda que não seja visto, mas apenas sentido.
Embriagar-se de todos os sentidos, de todos os sentimentos.
Envolver-se nas emoções. 
Mas, como quem sabe o segredo...abrir as janelas e aceitar o mundo, 
mas não necessariamente abrigar o mundo dentro de você.

Cristina Lira


3 comentários:

  1. Ei Cris!!! É isso: aceitar o mundo, porém, sem abrigar tudo e qualquer coisa. Beijos mil e maravilhoso fim de semana!!!

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  2. Inomináveis Saudações, Cristina Lira.

    Estar no mundo e não deixar o mundo estar em nós; caminhar na beira do precipício e não se engolfar no chamado advindo lá do fundo do precipício... É um movimento perfeito, como ensinado pelo Taoísmo e, de certa maneira, quando bem interpretados os ensinamentos contidos no Evangelho de João, por Jesus.

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