quarta-feira, 13 de abril de 2011

Erupções



Por que na verdade sou
A cruz onde se atiram as pedras
O prisioneiro inocente condenado
A face calada pela mascara de ferro
Sou a terra onde se jogam os defuntos
O rio condenado a seca
Sou a particula esmagada por várias toneladas, vindas de todas as direções.
A alegria me é furtada pela tristeza
O cômico pela desdenhesa
Sou sol e lua em tempos de eclipse
A arvore exageradamente podada sem piedade
Sou o passatempo favorito da morte
Enquanto me ponho a correr na esteira da vida

Cristina Lira




3 comentários:

  1. oi querida..hoje sinto-me exactamente assim..eta que dia terrivel..sabe quando você pensa que tudo chegou ao fim que finalmente vai ter um pouco de paz e descanso?! E depois vem algo que te derrota..?
    sufoco ....bjs boa quinta feira

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  2. Me encantó tu poema...
    "...a arvore exageradamente podada sem piedade..."

    Besos :)

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  3. Demais. Adorei o jogo de palavras, as figuras de linguagem personificando os sentimentos e suas razões. Sou sua fã...não me canso de repetir.

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