sábado, 8 de janeiro de 2011

Saudades do perfume da minha avó



Lembro das histórias que ela contava, meu Deus, como eram legais. E como era bonito seu jeito distraído de repeti-las. Nunca encontrei contos iguais em nenhum livro do mundo, talvez deveriam ouvir mais as avós, teríamos Histórias menos violentas por ai...
Não estou aqui pra falar dos contos dela, mas do perfume da minha avó Celina, do perfume inesquecivel que ela tinha.
Ela tinha cheiro de chuva.
Não de qualquer chuva, mas daquelas que caem na terra seca e na mata quente, exalando o perfume das ervas, aquelas que nos fazem dizer: "Hum!!!Cheirinho de chuva...!"
Tinha cheiro de bondade, amor, sabedoria, paz... não sei se esses sentimentos tem cheiro, mas minha avó tinha um perfume que me lembrava esses sentimentos.
Hoje que ela não está mais aqui, parece até que ela me presenteia mesmo de longe, quando sinto os perfumes que me fazem lembrar dela, e da mulher apaixonante que era.
Meu DEUS, quem me dera ser igual a ela.
Que saudades eu tenho
da minha avozinha,
da senhora de tudo,
da minha santinha
Saudades do perfume que ela tinha
Minha doce Celina.

Em memória de
Jucelina Pires de Alencar
Vovó Celina
Por Cristina Lira

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