quarta-feira, 29 de dezembro de 2010


É hora de caminhar de cabeça erguida, sem medo de tropeçar, mas com determinação de levantar caso cair.
(C.Lira)


Não me impeça de errar,
Nem de me machucar.
Eu me fortaleço,
Eu sei que posso chorar,
Mas vou brigar pra sorrir.
Vou viver o momento
( Vivo por mim, Wanessa Camargo)

Sou lágrima



Quando me transformo em lágrima, resumo minha dor aos meus prantos.
Porque chorar, às vezes, parece fácil.
Por que chorar, as vezes, parece solução.
Afogo-me nas dores do momento.
Enquanto eles brigam
estou num recanto.
Eles se desentendem, e todo material bélico explode em cima de mim.
Eles explodem as muralhas, mas quem cai sou eu.
Me tranformo em lárimas, e logo me sinto como um mar, no sabor de suas aguas.
Ou como um rio que apenas sangra...

Cristina lira

Algumas trocas


Troco a algazarra das vozes humanas, quando desequilibradas, por uma algazarra de aves num tamarindeiro ao entardecer.
Troco o voo dos aviões pela acrobacia dos gaviões que riscam o céu. Troco o ar pesado da cidade pelo ar nobre do campo.
Troco um banho no chuveiro por um banho de rio branco.
Troco o barulho das buzinas dos carros pelo tinir incessante de um sino numa pequena capela. Troco todos os bailes pela adorável visão de contemplar a dança das borboletas na primavera e o ziguezague das abelhas.
Troco as sombras escaldantes da vida urbana, pelas sombras frias das mangueiras.

(Cristina Lira)

Delírios

Vaticinios me vem,
como se os houvesse escolhido.
Sensações de ter vivido um momento,
que agora é sentido.
Presságios de correnteza,
sentimento de ter vivido
um fato jamais ocorrido.
Apenas delírios.
(C.Lira)


Escrever textos,
apenas pretexto,
para confessar ao mundo
o que não consigo contar aos amigos.
(cristina Lira)
Enterneço-me por mim,
pobre criatura que quer ser feliz,
mesmo se afogando todos os dias nas infelicidades construidas por outros.
Outros nem tão distantes assim,
antes o fossem!

C.Lira

"Os donos da razão"


A explosão de palavras.
Depois, o silencio constrangedor cheio de rancor
pelas ofensas compartilhadas...
Restam agora as cicatrizes.

C.Lira