segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Vida




Dádiva divina essa tal vida
as vezes angustiante e por certo tão preciosa
Encanto este que é viver
não importa se estamos sozinhos
ou cercados de gente
mas lá no intimo ninguém quer
partir deste paraíso, que para alguns é inferno
vida que trás sorrisos e lágrimas na bagagem
Vida onde o triste e o alegre caminham num ritmo bem parecido
As vezes nos comportamos diante dela de forma estranha
Fazem vida por ai e deixam viver
outros a despertam e deixam morrer
Doce vida de amores, dores e paixões
vida de fartura, amargura e falta de pão
vida que é complicada de entender mas que todos queremos viver
Tem morte, doença, guerra e choro
Tem nascimentos, curas, acordos pela paz e gargalhadas
Vida que faz temer a morte
vida que quando está se indo causa dor
Vida que apesar de tantas idas e voltas nos dá amor



Eu sei cair sozinha, mas também sei me erguer



Onde estavam todos vocês que hoje falam de mim
Onde estavam quando precisei
de um olhar de carinho
de um abraço amigo
de cuidados com minhas feridas
Onde estavam todos vocês
que julgam preciptadamente
que não souberam ver entre meus sorrisos minhas lágrimas
Agora, abram caminho, se não conseguiram notar tudo isso antes
Não venham causar tormento
Eu sei cair sozinha
mas também sei me erguer



Ao abraçar uma pessoa, observe se há diferença na cor da sombra que fazem...
Todos temos sombras de uma única cor, e acredite, a alma não tem cor. 
E porque será que algumas pessoas fazem discernimento entre um e outro ser humano?