quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Se você ama

Se você ama alguém não fique grudado a esta pessoa tomando seu ar, deixe-a se distânciar alguns passos, mas não a deixe sumir.
Não fique falando todo tempo, você acabará dizendo tantas bobagens e as palavras bonitas já ditas podem ser ofuscadas por outras invasivas.
Silencie as vezes. Um pouco de silêncio entre duas pessoas que se gostam também é uma maneira de comunicação.
Não tenha medo de dizer o quanto ama, você não sabe quanto tempo ainda terá esta pessoa por perto, ou por quanto tempo você estará por perto.
É bom dá o braço a torcer de vez em quando. Só não se pode virar escravo, porque amor não escraviza, se este liberta.
Se você realmente ama alguém, não permite que o medo de falar cale sua voz. Expresse-se!
Não reprima seus sentimentos e não os use como arma que faz vitimas.
Amar não é possuir nem tão pouco submissão.
Se você realmente ama alguem, fale.
Cristina Lira

Enfermos


Já vi pessoas que se comportam de um jeito todo esquisito quando algum doente se aproxima, seja uma simples alergia ou algo mais delicado...
Olham de lado, saem de fininho...isto quando não olham diretamente e exclamam: "Oh! Meu Deus"...
É como se estivessem vendo uma aberração da natureza.
Paciência!!!!!
Doentes de verdade mesmo, são todos que não conseguem limpar as feridas e massagear lugares doloridos de um enfermo...
Doentes são todos que tratam enfermos com DISCRIMINAÇÃO...e esta palavra AINDA existe!
Enfermos não precisam que os olhem com um ar de coitadinhos, porque não o são...
São humanos de força, e por um simples detalhe: tudo que eles querem é estar bem para viver e poder cuidarem de outras vidas.
Ninguém adoece por querer, não é mesmo?
A regra de ouro é cuidar...cuidar daqueles que precisam porque um dia poderemos nós precisar de uma ajudinha, ou de alguem que passe e nos olhe com carinho, ternura...e que possa sentar-se perto de nós e bater um bom papo ao invés de de virar o rosto e passar adiante...
É! Realmente, já vi muitas pessoas que temem por ficar perto de outras que estão com a saúde um pouco diminuida...
Quem pode curar as feridas internas dos "eternos doentes" que existem por ai na sociedade?
Cristina Lira

Os sacrificados

Desde que o mundo é mundo é comum escutarmos que alguem abandonou um bebê numa lata de lixo, num rio, em uma mata...e em lugares piores...(isto quando não abortam!)
São atitudes no minimo irresponsáveis, mas quem somos para julgar a atitude de alguém que não conhecemos o modo como vive e suas condições financeiras, inclusive.


Quais seriam os motivos para retirar a vida de alguém que não pediu para nascer? Ou de joga-lo por ai, como se soubesse caminhar com suas perninhas delicadas...
É dificil entender este tipo de comportamento.
E dificil ver como algumas mães (ou "mães") têm uma facilidade enorme de abandonarem esses anjos. Seres que aos primeiros instantes de vida já tem que se virarem sozinhos.
Engraçado...como se bebês  conseguissem dizer que parte do corpo dói, que sente fome...ou mesmo gritar socorro, em caso de emergência.
Todos somos livres para fazermos escolhas, mas nossos atos devem ser pensados e repensados para que não matemos vidas só para que possamos viver, ou por não querer carregar o peso de carregar vidas... ( se é que podemos considerar vidas um peso).
Aos que querem abandonar esses seres indefesos, ao menos os deixem em braços que possam envolve-los, não os entregem ao vazio, não os joguem dentro de sacos plásticos para que morram sem ar, não os deixem nas matas para serem devorados por feras, não os deixem rolando sobre o que restou de um parto...ou melhor, não os tragam ao mundo se não querem ama-los...Cristina Lira

Será?

Será você que irá me fazer perder horas do dia com pensamentos, sorrisos e ouvindo músicas que antes eu nem sabia que existiam?
Será você o alguém por quem minhas poucas vinte e quatro horas do dia se curvarão?
Ou apenas é tudo ilusão?
Porém, me parece, que é inevitável. Todos os fatores já estão contribuindo para que seja você o motivo:
* Dos sorrisos sem motivos;
* Das noites de insônia, sonhando acordada;
* Das paradinhas para assistir um filme um pouco mais sentimental;
* Das impressões de tê-lo visto, quando na verdade era alguém bem diferente;
* Dos desejos de que estejas por perto, mesmo estando há quilômetros de distância;
* De todos olharem pra mim e perguntarem o motivo de tantos sorrisos;
* Das minhas inquietudes;
* Das vezes que me pergunto: será que também pensas em mim?
Será você?
Cristina Lira

Um dia você aprende... - Willian Shakespeare - ( Um dos textos que gosto)

 


Depois de algum tempo você aprende a diferença, a sutil diferença entre dar a mão e acorrentar uma alma. E você aprende que amar não significa apoiar-se, e que companhia nem sempre significa segurança ou proximidade. E começa aprender que beijos não são contratos, tampouco promessas de amor eterno. Começa a aceitar suas derrotas com a cabeça erguida e olhos radiantes, com a graça de um adulto – e não com a tristeza de uma criança. E aprende a construir todas as suas estradas no hoje, pois o terreno do amanhã é incerto demais para os planos, ao passo que o futuro tem o costume de cair em meio ao vão.
Depois de um tempo você aprende que o sol pode queimar se ficarmos expostos a ele durante muito tempo. E aprende que não importa o quanto você se importe: algumas pessoas simplesmente não se importam… E aceita que não importa o quão boa seja uma pessoa, ela vai ferí-lo de vez em quando e, por isto, você precisa estar sempre disposto a pedoá-la.
Aprende que falar pode aliviar dores emocionais. Descobre que se leva um certo tempo para construir confiança e apenas alguns segundos para destruí-la; e que você, em um instante, pode fazer coisas das quais se arrependerá para o resto da vida. Aprende que verdadeiras amizades continuam a crescer mesmo a longas distâncias, e que, de fato, os bons e verdadeiros amigos foram a nossa própria família que nos permitiu conhecer. Aprende que não temos que mudar de amigos: se compreendermos que os amigos mudam (assim como você), perceberá que seu melhor amigo e você podem fazer qualquer coisa, ou até coisa alguma, tendo, assim mesmo, bons momentos juntos.
Descobre que as pessoas com quem você mais se importa na vida são tomadas de você muito cedo, ou muito depressa. Por isso, sempre devemos deixar as pessoas que verdadeiramente amamos com palavras brandas, amorosas, pois cada instante que passa carrega a possibilidade de ser a última vez que as veremos; aprende que as circunstâncias e os ambientes possuem influência sobre nós, mas somente nós somos responsáveis por nós mesmos; começa a compreender que não se deve comparar-se com os outros, mas com o melhor que se pode ser.
Descobre que se leva muito tempo para se tornar a pessoa que se deseja tornar, e que o tempo é curto. Aprende que não importa até o ponto onde já chegamos, mas para onde estamos, de fato, indo – mas, se você não sabe para onde está indo, qualquer lugar servirá.
Aprende que: ou você controla seus atos e temperamento, ou acabará escravo de si mesmo, pois eles acabarão por controlá-lo; e que ser flexível não significa ser fraco ou não ter personalidade, pois não importa o quão delicada ou frágil seja uma situação, sempre existem dois lados a serem considerados, ou analisados.
Aprende que heróis são pessoas que foram suficientemente corajosas para fazer o que era necessário fazer, enfrentando as conseqüências de seus atos. Aprende que paciência requer muita persistência e prática. Descobre que, algumas vezes, a pessoa que você espera que o chute quando você cai, poderá ser uma das poucas que o ajudará a levantar-se. (…) Aprende que não importa em quantos pedaços o seu coração foi partido: simplesmente o mundo não irá parar para que você possa consertá-lo. Aprende que o tempo não é algo que possa voltar atrás. Portanto, plante você mesmo seu jardim e decore sua alma – ao invés de esperar eternamente que alguém lhe traga flores. E você aprende que, realmente, tudo pode suportar; que realmente é forte e que pode ir muito mais longe – mesmo após ter pensado não ser capaz. E que realmente a vida tem seu valor, e, você, o seu próprio e inquestionável valor perante a vida.
Willian Shakespeare