terça-feira, 26 de outubro de 2010

 
Por Marília Félix
E o que almejo de tudo isso?
De todas essas tentativas que travam
o meu espírito da afável melodia dos teus versos;
Será isso mesmo real?
Ou talvez uma ilusão inacabada do meu íntimo?
Ainda com essa incongruência, eu não consigo resistir
aos teus olhares, que atentam o meu sorriso
e me oferecem esperança de um dia te ter...
E nesta veracidade que se dissolve,
sobre o efeito estável que você tem sobre mim,
Tento conquistar o equilíbrio,
Na tentativa de quem sabe um dia,
Encontrar a resposta da saída que me liberte de ti.


Meus devaneios

                                                            Por Marília Félix


Estou à tempos tentado conjecturar
o valor que tu representas para mim;
E nesta profundidade de sentimentos agudos,
tento discernir a acepção do que realmente sinto por você.
E tudo isso chegou sem eu saber por que...
e em meio desses relampejos, nos limítrofes d’alma
tenho consciência das coisas que eu não sei dizer;
E mesmo o Sol não brilhando,
ainda espero as estrela caírem
sobre a benevolência irrevogável do que sinto.
E toda essa penumbra, esse medo...
não são nada em presença do que tem aqui dentro,
que eu sei que ninguém pode roubar.
E tento não ter pressa
Por que sei que tudo vale à pena
Que dias ruins existem, mas que um dia vão passar...
E assim vivo, nesta imutável desordem
de anseios que afogam-me dia e noite,
mas ao mesmo tempo majoram o alento
dos meus devaneios.