quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Emitir, e não omitir!

Sufoca-me a noite afogando-me em sua escuridão.
As asas arqueadas de anjos servem-me de suporte.
Meus pés pisam em espinhos impiedosos, e a dor da provável e próxima inexistência,
remove-me  a obscuros penamentos.
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Embora vagas e sem sentidos pareçam estas palavras elas foram emitidas por um prisioneiro de guerra, que no dia seguinte fora esquartejado sem dó ou piedade. Faz-nos refletir nossos dias, o ato ignorante de se viver deixando tudo para o amanha.
De se acreditar que os perdões, as ações, os sorrisos, podem ficar para depois.
Nossas vontades, desejos e anseios. O ato de falar boas palavras, agir com ternura e carinho.
Porque omitir o que se deve emitir?
Não seria esse um dos maiores atos de medo?
(Cristina Lira)

Devagar

Não: devagar.
Devagar, porque não sei
Onde quero ir.
Há entre mim e os meus passos
Uma divergência instintiva.
Há entre quem sou e estou
Uma diferença de verbo
Que corresponde a realidade.

Álvaro de Campos

Heterônimo de Fernando Pessoa, em Ficções do Interlúdio.


Ao passo do vento


...e correrão sem destino, enfrentando as dores e angústias do difícil caminhar.
O rosto queimado pelo sol, os pés sangrantes pelos espinhos.
Um abrigo?
Os cemitérios que encontravam pela frente. Lá podiam dormir pelo menos.
Lá podiam contar seus mais temiveis segredos e compartilhar seus mais horrendos medos.
Quantas cicatrizes espalhadas pelo corpo, como se não bastassem as carregadas pela alma.Ao menos podiam em paz banhar-se nos rios de lágrimas, que por vezes pareciam tormentas.
Desconhecidos,desprezados, desvalorizados...sem cheiro, sem graça, de valor apenas a vida, que mesmo assim insistia em desistir e ceder lugar a doce sombra da morte, que ao certo ficaria contente por tão nova companhia.
Já percorreram muitos lugares, e fatigados do pesado fardo, falaram com muitas pessoas. Uns olhavam de lado. Outros olhavam atentamente, por medo, claro!
Uns compadeciam-se da situação, mas apenas se compadeciam, nada mais, como se isso servisse para alguma coisa, senão para instigar um sentimento de culpa pela situação alheia.
Mais ao frio e relento, necessitados de amor e com passadas ao vento,dormindo por vezes em tumulos, calçadas, pontes e tantos outros lugares...mais um despercebido pela humanidade, solta o ultimo suspiro e se vai! (C. Lira)

O prisioneiro




Estava acorrentado, e as correntes lhe feriam os pés e as mãos, que sangravam por cima de algumas cicatrizes antigas.
Seus cabelos já haviam perdido o brilho e estava empoeirado por conta do ar poluído por partículas de terra que caiam do teto toda vez que ele gemia. Seu sofrimento era compartilhado com alguns animais e insetos que insistiam em fazer companhia enquanto vida ele tinha e esperavam talvez sua morte para devorá-lo.
Água e comida de forma desregrada e nem todos os dias. E no ombro a pele recobria o ferimento provocado por uma arma cortante, este um tanto infeccionado e de odor forte, que por vezes atraia alguns organismos aproveitadores.
Quem o colocara ali? Por quê? Perguntas que nunca terão respostas. Na parede a sua frente um foco de luz muito pequeno lhe avisava quando o sol nascia. O seu cárcere aos poucos se transformava em um tumulo: vazio, frio, sem luz, sufocante...
Assim vivem as pessoas que só enxergam os problemas, as desilusões e as lagrimas da vida, que apenas se lamentam e se negam ao direito de sorrir e não buscam métodos de resolverem, soluções. São prisioneiras de si mesmas e só podem ser libertas pelo nascimento ou renascimento de sentimentos e atitudes simples.
Porque às vezes nos é necessário olhar o que de mais simples temos a nossa volta, e estas coisas simples na maioria das vezes têm tantos atrativos... Mas por estarmos presos, acorrentados e sangrando deixamos passar despercebidos. É o foco de luz que nos é mostrado e não conseguimos dirigir o olhar para a fresta de onde vem esse foco, algo simples, a saída.
Cristina Lira

Prisioneiro



Estava acorrentado, e as correntes lhe feriam os pés e as mãos, que sangravam por cima de algumas cicatrizes antigas.
Seus cabelos já haviam perdido o brilho e estava empoeirado por conta do ar poluído por partículas de terra que caiam do teto toda vez que ele gemia. Seu sofrimento era compartilhado com alguns animais e insetos que insistiam em fazer companhia enquanto vida ele tinha e esperavam talvez sua morte para devorá-lo.
Água e comida de forma desregrada e nem todos os dias. E no ombro a pele recobria o ferimento provocado por uma arma cortante, este um tanto infeccionado e de odor forte, que por vezes atraia alguns organismos aproveitadores.
Quem o colocara ali? Por quê? Perguntas que nunca terão respostas. Na parede a sua frente um foco de luz muito pequeno lhe avisava quando o sol nascia. O seu cárcere aos poucos se transformava em um tumulo: vazio, frio, sem luz, sufocante...
Assim vivem as pessoas que só enxergam os problemas, as desilusões e as lagrimas da vida, que apenas se lamentam e se negam ao direito de sorrir e não buscam métodos de resolverem, soluções. São prisioneiras de si mesmas e só podem ser libertas pelo nascimento ou renascimento de sentimentos e atitudes simples.
Porque às vezes nos é necessário olhar o que de mais simples temos a nossa volta, e estas coisas simples na maioria das vezes têm tantos atrativos... Mas por estarmos presos, acorrentados e sangrando deixamos passar despercebidos. É o foco de luz que nos é mostrado e não conseguimos dirigir o olhar para a fresta de onde vem esse foco, algo simples, a saída.
Cristina Lira

O caminho por cima das pontes




Ela não fazia idéia de que jamais cairia desta ponte, e que a mão que a seguraria naquele momento seria a mesma que iria a conduzir todos os dias da sua vida. E que aquele sorriso com ar de: “cuidado garota!”, estaria presente por mais dias que o imaginado.
Ela não fazia idéia do qual rendosa seria esta historia e quão perigosa e atraente era a travessia. Mas de uma coisa tinha a certeza, que queria por toda eternidade ao seu lado aquele que lhe estendera a mão quando via diante de seus olhos a imensidão daquele abismo.
E quando seus olhos cruzaram em sintonia com os dele, era tudo muito imenso, pois enquanto os dois caminhavam em direção um do outro todo o cosmo estava parado ao ver aquele encontro tão planejado, assim parecia.
Cumprimentaram-se, finalmente, e tudo pareceu ser muito perfeito. Ela conseguiu notar que tudo era tão fatal e perigoso, que duas opções lhe vieram a mente de imediato, ou sairia daquela situação ou deixar-se-ia consumir por tudo que estava sentindo e vivendo, e esta ultima opção apesar de incerta lhe pareceu bem mais segura.
E de mãos dadas começaram a trilhar um caminho que ambos não sabiam onde daria o fim da estrada. Mas seguraram as mãos. E as distancias que apareciam quando as pontes acima dos rios começavam a separá-los, os tornavam ainda mais inseparáveis. Até distantes, um era a salvação do outro. E todos os reencontros sempre iguais ao primeiro encontro. E cada olhar fagulhava-lhes o desejo de estarem sempre mais juntos, mais próximos.
Realmente ela não imaginou que se salvaria daquele abismo, agora bem acima de tudo, podia correr de braços dados ao vento e sorrindo, pois toda estrada, todas as direções são seguras, tudo porque ele a salvou ao tocar sua mão e arrancá-la daquele final que seria triste e quem sabe cômico. Nada mais é aterrorizante quando um toque liberta das prisões e um olhar oferece a certeza que tudo é seguro.
(Cristina Lira)

Almas vividas


Que lindo é poder vê-los caminhar mesmo com tantas limitações. Ouvi-los contar histórias da sua mocidade, histórias demoradas e que insistem em falar tudo nos mínimos detalhes. Que graça é a presença humana daqueles que já viveram mais de setenta anos. Ver o sorriso por vezes desbotado pelo tempo, sentir o aperto de mão que já não é mais tão apertado assim. Nas pessoas idosas a única coisa que envelhece é a matéria. Pois a alma é sempre jovem e cheia de vida. As emoções estão lá, do mesmo jeitinho de antes. Nada muda a não ser a aparência.
Eles têm sempre do que conversar, um conselho e até mesmo vários, a dar.
Sabem rir, amar, dar carinho e usar de sinceridade como poucos o fazem.
E por medo de que sejam rejeitados chegam a esconder seus medos, suas dores, suas incertezas. E por temerem o abandono daqueles que ama, muitos se isolam em uma casinha e passam a viver sozinhos a espera de visitas, e fazem isso para não sentirem a dor de ver as pessoas a quem ama os mandando para abrigos ou os deixando a cuidados de terceiros.
Tentam demonstrar sempre que não precisam de ajuda e conseguem se virar sozinhos. Não porque não necessitem de ajuda, mas porque não querem incomodar.
Agraciados sejam aqueles que têm um idoso por perto, pois possuem ao lado um bom conselheiro, uma boa companhia e uma porção de amor verdadeiro. Pois eles que já passaram por quase tudo na vida sabem o real sentido do termo amar.
Nos seus rostos estão as marcas da vida. Por cada dia vivido, por cada ação, uma marca registrada, com delicadeza e cuidado. São marcas de expressões, umas de alegrias outras de tristezas. Isso no exterior. E no interior, as marcas das paixões, dos grandes amores, as recordações daqueles que lhes fizeram passar horas e horas a pensar, a sonhar e a amar. Dos pais que nem existem mais, dos filhos, dos netos, bisnetos e sua geração que talvez nem consigam imaginar quão grande será.
Ah! Que a nós seja concedido o dom de envelhecer com sabedoria e ver pouco a pouco as nossas faces serem marcadas pelo tempo. E que antes de tudo isso acontecer, e enquanto ainda nos restam forças, que possamos ajudar sem medir esforços essas almas vividas que nos cercam e nos fazem sonhar que é possível acreditar no amanha e que assim como eles teremos muitos anos e muitas histórias para contar.
(Cristina Lira)

Nada em troca


Quando se ama
Quando se ama apenas se ama.
O amor não pede motivos,
ninguem deve dizer
te amo por isso ou por aquilo.
O verdadeiro amor não se resume apenas
em casais apaixonados
mas vai bem mais alem,
é valorizar o humilhado,
e cercar de sorrisos a vida de muitos desesperançados.
Quando se ama não se espera nada em troca,
não se chora nem se desconforta,
na ausencia de quem se quer por perto,
quando se ama deixa-se livre a vida que nos permite,
esse sentimento ecoar,
do interno de nossas almas sem intenção de regressar.(C.Lira)

Mudamos quase tudo!


Este presente de se viver!
Não é que os dias sejam chatos,
ou que pareça que os problemas aumentam cada dia.
Na verdade o problema dos nossos problemas
somos nós mesmos,
por não entendermos que problemas não requerem reflexão
e sim resolução,
não precisamos de desespero
e sim olhar atento.
Os tempos não mudaram quase nada,
nós é que mudamos quase tudo.
Pra ser feliz
precisa-se apenas olhar tudo com simplicidade.
E sermos OTIMISTAS! (C.Lira)

Dicas para viver bem






Saiba tratar bem aos outros e a você mesmo.



Não acreditar em tudo que lhe dizem. Não desacreditar em tudo que afirmam ser mentira.



Quando disser "desculpa", olhar a outra pessoa diretamente nos olhos.



Acreditar em amor a primeira vista.



Acreditar em empatia à primeira vista.



Nunca puxar o tapete dos outros: geralmente você está em cima dele.



Viver apaixonadamente, com todos os ferimentos que isso acarretar: vale a pena.



Se perguntarem algo indiscreto, sorrir e dizer: "Por quê você quer saber isso?

A conversa geralmente para por aí.



Lembrar que um grande amor e uma grande conquista significam grandes riscos.



Quando errar não esquecer a lição. E corrigir o que for possível.



Lembrar sempre de três coisas: respeito por você mesmo, pelos outros e por seus atos.



Ficar sozinho de vez em quando. Mas apenas de vez em quando.



Ler mais ver menos TV. Fica mais fácil passar aos seus filhos o que aprendeu.



Saber que o silêncio pode ser uma resposta.



Orar, o poder da oração é infinito.



Viver uma vida que lhe permita olhar para trás e sorrir.



Em discussões com pessoas amadas, concentrar-se no presente, e não trazer feridas do passado.



Quando viajar, visitar um lugar onde ninguém mais da excursão foi. Este lugar será seu.



Você pode ter qualquer coisa. Mas não pode ter tudo.



Lembre-se que o seu caráter é um espelho do seu destino.



Aproveitar a sorte, quando está a seu favor.



Se precisar disparar a flecha da verdade, primeiro molhe sua ponta no mel.



Peça ajuda. E saiba reconhecê-la.



Aprender todas as regras, e transgredir algumas, assim que for possível.



Escolha seus amigos. E escolha seus inimigos: não dê a qualquer um a honra de enfrentá-lo.



Quando alguém começar a agredi-lo verbalmente não interrompa. Verá que a agressão se esvazia por si mesma.



Contenha a inveja. Ela é fonte de muita infelicidade.



Aprenda a julgar sem ser desagradável.



Lembre-se que ninguém vence sozinho. Tenha gratidão no coração e reconheça prontamente aqueles que o ajudam.



Nunca subestime o poder de uma palavra ou de uma ação gentil.

Hoje, hoje...e somente hoje!



Hoje, hoje...e somente hoje!




Não nos adianta fazer planos para o amanha e esquecer que a vida se resume no hoje, pois o "viver o hoje" nos tras a certeza e a espera pelo amanha a incerteza.
Por que deixar para perdoar amanha se hoje nos parece mais simples e fácil, do que esperar por anos de rancores e magoas guardadas;
Porque deixar para amar amanha se hoje é a certeza da vida?
Porque escolher um perfil para amar se a beleza e o amor juntos estão no interior?
Porque sorrir amanha se hoje voce tem o melhor sorriso para oferecer, amanha voce poderá estar sem os dentes, já pensou nisso?
Porque gastar o tempo que é tão valioso com fofocas, birras e entrigas? Porque não praticar a caridade? o que é uma boa opção.
viva hoje, e vivendo o hoje saiba entender:
* Você é especial, somos especiais;
* ofereça carinho a todos, mesmo aqueles em quem não puder tocar, pois o carinho não se resume ao toque, pode até ser ao olhar;
* descarte seus defeitos e os defeitos dos outros, note em tudo e em todos a beleza da criação;
* Quando tiver vontade de abraçar, abraçe
de chorar, chore
de sorrir, sorria, e der boas gargalhadas sem se constranger, mas tambem não cause constrangimentos.
Seja voce sempre, não se mimetise.
Não desprese a você mesmo, ao contrario, ame-se ao máximo...e se voce se sente bem fazendo isso, faça o mesmo aos outros. (C.Lira)

Vai...




Vai...


Para sonhar o que poucos ousaram sonhar.
Para realizar aquilo que já te disseram que não podia ser feito.
Para alcançar a estrela inalcançável.

Essa será a tua tarefa: alcançar essa estrela.
Sem quereres saber quão longe ela se encontra;
nem de quanta esperança necessitarás;
nem se poderás ser maior do que o teu medo.
Apenas nisso vale a pena gastares a tua vida.

Para carregar sobre os ombros o peso do mundo.
Para lutar pelo bem sem descanso e sem cansaço.
Para enxugar todas as lágrimas ou para lhes dar um sentido luminoso.
Levarás a tua juventude a lugares onde se pode morrer, porque precisam lá de ti.
Pisarás terrenos que muitos valentes não se atreveriam a pisar.
Partirás para longe, talvez sem saíres do mesmo lugar.

Para amar com pureza e castidade.
Para devolver à palavra “amigo” o seu sabor a vento e rocha.
Para ter muitos filhos nascidos também do teu corpo e – ou – muitos mais nascidos apenas do teu coração.
Para dar de novo todo o valor às palavras dos homens.
Para descobrir os caminhos que há no ventre da noite.
Para vencer o medo.

Não medirás as tuas forças.
O anjo do bem te levará consigo, sem permitir que os teus pés se magoem nas pedras.
Ele, que vigia o sono das crianças e coloca nos seus olhos uma luz pura que apetece beijar, é também guerreiro forte.
Verás a tua mão tocar rochedos grandes e fazer brotar deles água verdadeira.
Olharás para tudo com espanto.
Saberás que, sendo tu nada, és capaz de uma flor no esterco e de um archote no escuro.

Para sofrer aquilo que não sabias ser capaz de sofrer.
Para viver daquilo que mata.
Para saber as cores que existem por dentro do silêncio.
Continuarás quando os teus braços estiverem fatigados.
Olharás para as tuas cicatrizes sem tristeza.
Tu saberás que um homem pode seguir em frente apesar de tudo o que dói, e que só assim é homem.

Para gritar, mesmo calado, os verdadeiros nomes de tudo.
Para tratar como lixo as bugigangas que outros acariciam.
Para mostrar que se pode viver de luar quando se vai por um caminho que é principalmente de cor e espuma.
Levantarás do chão cada pedra das ruínas em que transformaram tudo isto.
Uma força que não é tua nos teus braços.
Beijá-las-ás e voltarás a pô-las nos seus lugares.

Para ir mais além.
Para passar cantando perto daqueles que viveram poucos anos e já envelheceram.
Para puxar por um braço, com carinho, esses que passam a tarde sentados em frente de uma cerveja.
Dirás até ao último momento: “ainda não é suficiente”.
Disposto a ir às portas do abismo salvar uma flor que resvalava.
Disposto a dar tudo pelo que parece ser nada.
Disposto a ter contigo dores que são semente de alegrias talvez longe.

Para tocar o intocável.
Para haver em ti um sorriso que a morte não te possa arrancar.
Para encontrar a luz de cuja existência sempre suspeitaste.
Para alcançar a estrela inalcançável.

Texto de Paulo Geraldo

Não roube inocência




Não persiga nem marginalize crianças e vidas inocentes
Não ouse tocar nas joias valiosas que Deus plantou na terra
Não derrame o sangue santo de nenhum pequeno
Não roube o que não se pode pagar na prisão humana
Caso contrário
Que teus dias sejam inférteis
Que tuas mãos nada prozudam
Que as sombras te embalem
que o terror e o furor da vida te sejam por companhia
Podem ser desejos malucos esses
Mas não toque naqueles que não sabem se defender
Não os faça chorar
Não se torne um monstro
Ao ver as pequenas jóias de Deus, se torne guardião delas
Não toque no que é santo
Que as crianças possam crescer sem marcas
para renovar esse mundo de adultos cicatrizados e feridos
Renovar as esperanças envelhecidas
Não roube nenhuma vez se quer a inocencia de uma criança
Se a vir sorrir, deixe-a fazer isso
Se a vir chorar, não permita que suas lágrimas continuem a rolar se você pode conforta-la;
Não deixe que nenhum dos pequenos se sinta sem pais, quando na verdade o mundo inteiro é a casa deles e todos somos seus pais. (C.Lira)

Não teve tempo?



Para que tanta preocupação se o futuro é tão incerto
Não que tenhamos que esquecer simplismente nossos deveres
Mas não precisamos fazer tudo de uma forma tão exagerada
Se o amanha está ai para nos pregar uma peça
Porque seguir com tantos zelos, regras...
Quando na verdade o espaço vital que nos é dado é justamente para vivê-lo
não para saquea-lo com tantas ocupações sem importancia
Se você não teve tempo de dar aquela gargalhada hoje
Se não teve tempo de acordar e ficar uns minutos a mais na cama
Se não teve tempo de tomar o café da manhã e ficar pensando um monte de besteiras
Se não teve tempo para parar na esquina e conversar com um conhecido
Se não teve tempo para ficar sentado apenas sem fazer nada por uns minutos
Se não teve tempo para fazer coisas que você só faz quando tem tempo
Você não esta vivendo, está se escravizando...mas se você fazendo tudo isso se sente bem, continue...mas se sente mal, mude o curso, o ritmo...afinal você não precisa seguir o mundo, quando você pode montar uma estratégia e faze-lo te seguir.
Vivendo assim atrapalhadamente perdemos os segundos, e em poucos segundos podemos tambem perder todo tempo do mundo.
O certo é viver, não esquecer o que se tem pra fazer, mas dê prioridade a você! (C.Lira)