segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Sou assim

Não sei falar palavras bonitas, e as vezes que quero dizer algo é como se nem falar eu soubesse.
Tenho tantos defeitos, parece que carrego toda carga genética defeituosa dos meus queridos antepassados.
As vezes sou calma como a garoa fina que cai as cinco da tarde, as vezes incontrolável como uma tempestade a meia noite. Sou assim nesse vazio cheio de mim.
Digo o quero dizer, digo tudo que me enche por dentro e pede pra sair, mas por vezes tranco as palavras amargas em meu ser, para que não cause dor a ninguém, e com isso causo pequenos incêndios em mim.
Sou assim. Me apego fácil as pessoas como um cãozinho abandonado se apega aquele que o resgata.
Choro ao assistir um filme romântico. Mas os que mais curto são comédias.
Leio histórias e tento torna-las reais.
Esforço o melhor sorriso quando por dentro me acabo de chorar.
Dou gargalhadas de tudo, até da mais bruta seriedade.
Tenho algumas qualidades, mas admiro meus defeitos, pois eles me garantem a segurança de que minhas habilidades também são notadas.
O que importa é que sou assim...feliz!
As vezes cinzas, outras fogueira.
As vezes brisa, outras tornado.
As vezes rio, outras oceano.
As vezes raiva, mas sempre amor.

Cristina Lira





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