quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Na sacada


Por onde andas deixando teu rastro
Em que esquina espalhas teu perfume
E se não se encontrarem mais nossos passos
Mergulharei num triste betume

Tua ausência amado me deixa a pele ressecada
E por noites tenho me contido para não sair desta sacada
procurando entre mil faces a tua  face amada
mas o medo de que voltes e não me encontres me faz ficar parada

Neste lugar te espero com coração angustiado
E as horas são severas e se riem de mim
O tempo fica diferente um caos estiado
Não me importa quanto tempo demore ficarei até o fim. Cristina Lira

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