segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Guerras


A guerra começa, não com grupos finitos de batalhões
mas com infinitos sentimentos e poucas ações.
Erguem-se as armas afiadas,
não as mortais no sentido matéria,
mas as cortantes no sentido alma.
Ilumina-se uma grande explosão
não de uma bomba nuclear
mas de uma agitada multidão
seus filhos todos sendo mortos, não pelo poder da morte
mas pelo trabalho fora de hora, um caso de escravidão.
Guerras que implodem no mundo
e explodem nos interiores
daqueles que ainda sonham
com futuros melhores.

Cristina Lira

Nenhum comentário:

Postar um comentário