quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Disfarçe


Estou fugindo para não ser notada, escapando entre becos e avenidas.
Já coloquei meu melhor disfarçe, não serei reconhecida.
Dispercebida, disfarçada, quase invisível. E tudo isso de propósito!
Não quero deixar pistas, rastros ou vestígios.
Passos largos e apressados, fugindo de uma multidão que quer fazer um circulo ao meu redor.
Fujo destes prédios, casas e barulhos.
Desta poluição, desta visão, estou saindo da linha de fogo dos fantasmas.
Meu disfarçe é o melhor, e logo cairá, assim que meus pés não estiverem mais aqui.
É mais dificil lidar com o desconhecido, e como desconhecida passo despercebida por ruas e avenidas, enganando a morte  e mendigando vida. Cristina Lira

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