Penumbra



Não sei o que faço com essas miragens, com esse espelho bem diante de mim.
Se toda vez que fecho os olhos te vejo vindo em minha direção e quando os abro a ilusão continua.
E correndo por entre degraus que subornam minha lucidez não sei o que é real.
 É como uma vela que faz seu fogo subir por entre cortinas e folhas secas quando atravessam as janelas, uma corrida de encontro a uma porta trancada e quando aberta dou de cara com meus fantasmas, minhas ilusões...um mundo que de tão real sucumbiu a imaginação.
Esta casa é grande demais, o vento é forte e balança as cortinas das janelas, penso estar só, mas ao levantar a cabeça vejo toda uma cena que me convida ao centro.
Teu toque me confere a certeza de que não há arvores queimadas por raios na estrada, não há tempestades causando inundações nas costeiras. Não há saqueadores nas redondezas. Pois mesmo que haja, não chegaria a notar nada disso, pois estaria contigo.
E o mundo desmanchando, mas por estar contigo todos os trilhos são seguros.
E me despedaço se partes e me recomponho se apareces.
Penumbras diante da distancia. Claridade total diante da presença.
Não há lugar algum onde possa me sentir melhor. Não há lugar algum do mundo onde desejo ter meu berço e minha lápide, senão junto a ti.
C. Lira

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Um dia você aprende... - Willian Shakespeare - ( Um dos textos que gosto)

Valorize a pessoa que está ao seu lado e que te aceita como és...

A vida passa rápido demais