segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Para sarar as feridas

Mundo que sofre e se encontra ferido demais. Em tuas cicatrizes quase saradas nascem outras impregnadas. Quanto sofrimento e quão doentio estas. Quantas feridas ainda terás que carregar? Quantas espadas ainda haverão de transpassar-te? Quanto sangue ainda jorrará de ti.
Teu remédio é fácil de se encontrar, difícil de se aplicar pela imensidão de tuas feridas e pela falta de disponibilidade de bons médicos.
Até quando deixaremos que tantas feridas se abram? Ate quando estaremos tão doentes, ou tão cegos?
E afundamos no nosso próprio túmulo, e cavamos nossa própria ruína.
Acordemos todos nós que temos o antídoto para quebrar essa calamidade.
Que nossos olhos sirvam para ver as injustiças, mas também para fazer justiça.
Que nossas mãos não portem armas, mas que sejam a porta para levantar as crianças em direção dos nossos braços.
Que nossas bocas não profiram acusações e sim palavras de conforto diante das agonias. E beijos doces as pessoas que amamos.
Que nossos desejos não sejam de vingança, antes sejam de amor e caridade.
Que o sofrimento não nos modifique e sim purifique.
C. Lira

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