sábado, 16 de outubro de 2010

No outono não estarei aqui

E de mim escorre, na superficie, o sangue que deveria estar dentro de minhas veias.
O sopro de vida parece evitar-me.
Toda vez que você chega, tão dono de tudo.
Mas não será sempre assim, não estarei todos os dias aqui.
Quando a folhas cairem, quando o outono chegar, estarei a milhas daqui.
Congelando, sei...,por estar distante de você.
Mas, para que preocupação, se depois deste espaço sempre nos reencontramos, e não existo em mim. Porque se me tomas, não tenho noção do espaço. Apenas curto as sensações, que mal há nisso.
Mas, uma vez mais, o outono virá, e ao cair das folhas sempre irei partir.
E como uma cina, retornarei. É um ciclo que não pode ser rompido.
Quase uma maldição, sempre partirei no outono, pra voltar na primavera. (C.Lira)

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