quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Emitir, e não omitir!

Sufoca-me a noite afogando-me em sua escuridão.
As asas arqueadas de anjos servem-me de suporte.
Meus pés pisam em espinhos impiedosos, e a dor da provável e próxima inexistência,
remove-me  a obscuros penamentos.
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Embora vagas e sem sentidos pareçam estas palavras elas foram emitidas por um prisioneiro de guerra, que no dia seguinte fora esquartejado sem dó ou piedade. Faz-nos refletir nossos dias, o ato ignorante de se viver deixando tudo para o amanha.
De se acreditar que os perdões, as ações, os sorrisos, podem ficar para depois.
Nossas vontades, desejos e anseios. O ato de falar boas palavras, agir com ternura e carinho.
Porque omitir o que se deve emitir?
Não seria esse um dos maiores atos de medo?
(Cristina Lira)

4 comentários:

  1. Oi Cristina!
    Lindo este blog, esse plano de fundo está um espetáculo, parabéns!
    Beijos
    Seguindo-te
    Eu! Leilinha

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  2. Não se deve confudir as palavras,
    em momento algum. A omissão é um crime.

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