sábado, 16 de outubro de 2010

Amor, infinito em mim.

Sufoca-me esses teus beijos tão desmedidos, tuas manias  e gestos tão desregrados. Mas o estar junto, o saber que amanha de manha te verei levantar, arqueia-se por todo meu rosto um sorriso, que emito quase inconscientemente.
Em todo esse tempo você tem sido o motivo dos meus descontroles, dos meus risos, choros... e teu toque meu melhor calmante. Em seus braços sinto que tudo é tão infinito, e quando você me envolve, sei que não poderia ser mais feliz.
Por você correria todos os riscos possiveis, reviveria todos os momentos...
Eu te defenderia de todas as guerras que travassem contra você, e quando me acordas delicadamente de manhã, me faz ter certeza de que agiria certo.
Te olho sem limites, quando você para no tempo e fixa-se no vazio, e me pergunto, como pude ter sido salva assim. Seu jeito de ser é por vezes intolerante, mas ainda assim, o ser que amo. E quando você sorri pra mim, todos os nossos problemas parecem nem existirem, porque você é assim, infinito em mim.
E quando você me toca, me rendo, pois sei que estou segura, posso fechar os olhos e amanha de manha ainda estarás aqui, deitado ao meu lado. E eu que pensei que estivesse perdida.
Aquele toque de mão, durante aquela fina garoa. Aquela voz que me invadia aos ouvidos, dizendo: ...por favor, que horas são?
Era fim de tarde, me recordo muito bem...e a garoa fina se tornou uma tempestade que tratou de unir nossos caminhos. E hoje, a cada minuto das horas, sinto, o quanto você é infinito em mim.
Amor, infinito em mim! (Cristina Lira)

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