Âmago do desejo



Quando te encontrei nos abraçamos de uma forma que meu âmago estremeceu por tal proximidade. Nossos lábios pareciam revestidos de veludo e mel e tocavam nossas almas. E tudo mais era remanescente. E percorríamos nossos detalhes como um cego quado lhe colocam em um lugar que ele nunca esteve. Tua face me contava dos tantos dias de verão e dos poucos de inverno, e nos teus atos a volúpia te consumia, talvez nem tanto quanto a mim. E tudo ao redor tão frívolo, enquanto em nós vontades  e desejos transbordavam como uma taça de fino vinho que é preenchida além das bordas e o vinho escorre como fios de ouro. E tudo acontecia enquanto nossos olhos queimavam de desejo e nossos lábios despertavam-nos os instintos que andavam adormecidos. Cristina Lira

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